UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Paciente de 22 anos, gestante de 28 semanas, vem à consulta de pré-natal com queixa de corrimento vaginal associado a odor fétido, de início há 7 dias. Nega coceira ou ardência. Ao exame especular, apresenta um conteúdo vaginal em pequena quantidade, branco-acinzentado, com finas bolhas. Com base no caso, é correto afirmar que a gestante com vaginose bacteriana:
Vaginose bacteriana na gestação é fator de risco para trabalho de parto prematuro e deve ser diagnosticada pelos critérios de Amsel.
A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal, comum na gestação, e está associada a complicações obstétricas graves, como o trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas e corioamnionite. O diagnóstico é clínico-laboratorial, baseado nos critérios de Amsel, e não pelo Papanicolaou.
A vaginose bacteriana (VB) é uma condição comum que afeta a flora vaginal, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota, com redução dos lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias. Na gestação, a VB é particularmente relevante devido às suas associações com desfechos obstétricos adversos. A paciente do caso apresenta sintomas clássicos: corrimento branco-acinzentado, odor fétido e ausência de prurido/ardência intensos. O diagnóstico da VB é estabelecido pelos critérios de Amsel, que incluem a presença de três dos quatro seguintes: corrimento vaginal homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) e presença de células-chave (clue cells) na microscopia. O exame de Papanicolaou não é utilizado para o diagnóstico de vaginites, mas sim para rastreamento de lesões cervicais. A importância de diagnosticar e tratar a VB em gestantes reside no fato de que ela é um fator de risco bem estabelecido para complicações como trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas, corioamnionite e endometrite pós-parto. O tratamento geralmente envolve metronidazol ou clindamicina. Portanto, a alternativa correta é a que associa a vaginose bacteriana ao risco de trabalho de parto prematuro.
Os sintomas incluem corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido (cheiro de peixe), especialmente após o coito ou menstruação, sem prurido ou ardência intensos.
O diagnóstico é clínico-laboratorial, utilizando os critérios de Amsel: corrimento homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo (odor de peixe com KOH) e presença de células-chave no microscópio.
A vaginose bacteriana na gestação é um fator de risco significativo para trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas, corioamnionite e endometrite pós-parto.
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