PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
A vaginose bacteriana (VB) é uma síndrome clínica polimicrobiana que resulta em alteração da flora bacteriana vaginal normal, com consequente perda de lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e supercrescimento de bactérias predominantemente anaeróbicas. Neste contexto, sobre esta enfermidade, sabe-se que
Vaginose bacteriana = ↓ lactobacilos, ↑ anaeróbios, pH vaginal > 4,5. Alcalinização vaginal é fator desencadeante.
A vaginose bacteriana é caracterizada pela alteração da flora vaginal normal, com perda de lactobacilos e supercrescimento de anaeróbios. A alcalinização do pH vaginal é um fator chave para essa disbiose, sendo o pH > 4,5 um critério diagnóstico.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio na flora vaginal normal. Caracteriza-se pela diminuição dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e um supercrescimento de bactérias anaeróbicas, como Gardnerella vaginalis e Mycoplasma hominis. A fisiopatologia central da VB envolve a alcalinização do pH vaginal (geralmente > 4,5), que é um fator chave para o distúrbio da flora. Fatores como duchas vaginais frequentes, múltiplos parceiros sexuais e uso de DIU podem contribuir para essa alteração. O diagnóstico é clínico e laboratorial, utilizando os critérios de Amsel ou escore de Nugent. O tratamento da VB é importante para aliviar os sintomas e prevenir complicações, especialmente em gestantes, onde a infecção está associada a riscos obstétricos significativos como parto prematuro. Metronidazol (oral ou tópico) e clindamicina (tópica) são as opções terapêuticas mais comuns, visando restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo e branco-acinzentado, pH vaginal > 4,5, teste das aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) e presença de células-chave (clue cells) na microscopia.
A alcalinização do pH vaginal (normalmente ácido devido aos lactobacilos) cria um ambiente favorável para o supercrescimento de bactérias anaeróbicas, que são menos tolerantes a ambientes ácidos, e desfavorece os lactobacilos.
O tratamento é crucial em gestantes, pois a VB está associada a um risco aumentado de complicações obstétricas, como ruptura prematura das membranas, trabalho de parto pré-termo e corioamnionite.
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