HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
A principal causa de vaginose bacteriana é:
Vaginose bacteriana → desequilíbrio da microbiota vaginal com proliferação de anaeróbios, principalmente Gardnerella vaginalis.
A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio na flora vaginal, onde há uma diminuição dos lactobacilos protetores e um supercrescimento de bactérias anaeróbias. Gardnerella vaginalis é o microrganismo mais frequentemente associado, mas a condição é polimicrobiana.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, sendo uma condição que afeta milhões globalmente. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas incômodos, mas também na associação com complicações obstétricas e ginecológicas, como parto prematuro, doença inflamatória pélvica e aumento do risco de aquisição de infecções sexualmente transmissíveis. Compreender sua etiologia é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de recorrências. A fisiopatologia da VB envolve uma alteração complexa da microbiota vaginal normal, caracterizada pela diminuição ou ausência de lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e um supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus spp., Mycoplasma hominis e Bacteroides spp. Essa disbiose leva a um aumento do pH vaginal e à produção de aminas voláteis, responsáveis pelo odor característico. O diagnóstico é primariamente clínico, utilizando os critérios de Amsel ou o escore de Nugent, que avalia a morfologia bacteriana em esfregaço vaginal. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas, sendo o metronidazol e a clindamicina as opções terapêuticas mais eficazes. É crucial orientar a paciente sobre a natureza da condição e fatores de risco para recorrência, como duchas vaginais e múltiplos parceiros sexuais. A VB não é considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, mas a atividade sexual pode influenciar a microbiota. O manejo adequado é essencial para melhorar a qualidade de vida da paciente e prevenir complicações a longo prazo.
Os principais sinais e sintomas incluem corrimento vaginal acinzentado e homogêneo, odor fétido (especialmente após relação sexual), prurido e disúria. O odor é frequentemente descrito como 'cheiro de peixe'.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Amsel (três de quatro: corrimento homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo e presença de 'clue cells' no microscópio) ou no escore de Nugent na coloração de Gram.
O tratamento de primeira linha geralmente envolve metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (creme vaginal ou óvulos). O objetivo é restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal.
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