Vaginose Bacteriana na Gravidez: Diagnóstico e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016

Enunciado

Uma mulher com 30 anos de idade, Gesta 2 Para 1 (parto pré-termo há 2 anos), na 28ª semana de gestação, procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de corrimento vaginal há uma semana. Nega problemas urinários e cólicas em baixo-ventre. Ao exame especular, observase vagina de aspecto normal, com conteúdo acinzentado em pequena quantidade; pH vaginal = 7,0; resultado do teste de Whiff (hidróxido de potássio) positivo. Diante desse quadro, o tratamento indicado é:

Alternativas

  1. A) Fluconazol 150 mg, por via oral, em dose única.
  2. B) Nistatina 100.000 UI, por via vaginal, durante 14 dias.
  3. C) Metronidazol 750 mg/dia, por via oral, durante 7 dias.
  4. D) Metronidazol 100 mg/L, por via vaginal, em dose única.

Pérola Clínica

Vaginose na gestante (Amsel+) → Metronidazol oral 7 dias (evita desfechos adversos).

Resumo-Chave

O tratamento da vaginose bacteriana em gestantes visa reduzir sintomas e o risco de complicações obstétricas como a ruptura prematura de membranas e parto pré-termo.

Contexto Educacional

A vaginose bacteriana é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade fértil. Na gestação, a alteração da flora (substituição de Lactobacilos por anaeróbios) está associada a um aumento do risco de parto pré-termo e baixo peso ao nascer. O tratamento de escolha para gestantes sintomáticas é o Metronidazol 400-500mg via oral, 2 vezes ao dia, por 7 dias.

Perguntas Frequentes

Como diagnosticar vaginose bacteriana na gestante?

O diagnóstico é clínico pelos Critérios de Amsel (necessário 3 de 4): corrimento branco-acinzentado homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste do Whiff positivo (odor de peixe com KOH) e presença de 'clue cells' na microscopia.

O Metronidazol é seguro em qualquer trimestre da gestação?

Sim, evidências atuais mostram que o Metronidazol é seguro para o feto em qualquer trimestre da gestação, não havendo associação comprovada com teratogenicidade.

É necessário tratar o parceiro na vaginose bacteriana?

Não. A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal e não uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) clássica; o tratamento do parceiro não previne a recorrência na mulher.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo