Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Em uma paciente com queixa de corrimento vaginal, com teste das aminas positivo, o diagnóstico mais provável e a droga de escolha são:
Corrimento vaginal + teste das aminas positivo → Vaginose Bacteriana = Metronidazol.
O teste das aminas positivo é um dos critérios diagnósticos da vaginose bacteriana, uma disbiose vaginal caracterizada por corrimento homogêneo, odor fétido (especialmente após coito), pH vaginal > 4,5 e presença de clue cells, sendo o metronidazol a droga de escolha.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio da microbiota vaginal. Caracteriza-se pela diminuição dos lactobacilos protetores e proliferação de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus e Mycoplasma hominis. É importante reconhecer seus sinais para um tratamento eficaz. O diagnóstico da VB é primariamente clínico, baseado nos critérios de Amsel, que incluem: corrimento vaginal homogêneo e acinzentado, pH vaginal > 4,5, teste das aminas positivo (odor fétido, 'cheiro de peixe', após adição de KOH 10% à amostra de corrimento) e a presença de 'clue cells' (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) na microscopia. O teste das aminas positivo é um achado chave. O tratamento de escolha para a vaginose bacteriana é o metronidazol, que pode ser administrado por via oral ou como gel vaginal. A clindamicina é uma alternativa. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas, prevenindo complicações como doença inflamatória pélvica ou parto prematuro em gestantes. Residentes devem dominar o diagnóstico e manejo dessa condição comum.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste das aminas positivo (odor de peixe após KOH 10%) e presença de clue cells no exame microscópico. São necessários 3 de 4 para o diagnóstico.
A vaginose bacteriana é uma disbiose da microbiota vaginal, caracterizada pela diminuição dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis e Mycoplasma hominis.
Além do metronidazol (oral ou gel vaginal), outras opções incluem clindamicina (creme vaginal ou óvulos) e tinidazol (oral). O tratamento deve ser individualizado e seguir as diretrizes clínicas.
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