HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Assinale a alternativa correta relacionada a vaginose bacteriana de acordo com o Protocolo Clinico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, 2022:
Vaginose Bacteriana: Diagnóstico padrão ouro = Score de Nugent ≥ 7.
O diagnóstico de vaginose bacteriana é primariamente clínico (critérios de Amsel) e laboratorial (esfregaço vaginal com Score de Nugent). A detecção de aminas com KOH 10% (teste do "whiff") é um dos critérios de Amsel, mas não o padrão ouro isolado.
A vaginose bacteriana (VB) é uma disbiose da microbiota vaginal, caracterizada pela redução de lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis. É a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, com alta prevalência e impacto na qualidade de vida e risco de outras infecções. O diagnóstico da VB baseia-se nos critérios clínicos de Amsel (corrimento homogêneo, pH > 4,5, teste das aminas positivo e clue cells) ou no Score de Nugent, considerado o padrão ouro laboratorial. O Score de Nugent avalia a morfologia bacteriana em esfregaço vaginal corado por Gram, sendo um score de 7 ou mais indicativo de VB. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal e aliviar os sintomas, geralmente com metronidazol ou clindamicina. A VB não é uma contraindicação absoluta para o DIU, mas o tratamento prévio é aconselhado. É crucial para residentes compreenderem os métodos diagnósticos e as implicações clínicas para um manejo adequado.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste das aminas positivo (whiff test) e presença de clue cells no exame microscópico. São necessários pelo menos três dos quatro critérios.
O Score de Nugent avalia a morfologia bacteriana em esfregaço vaginal corado por Gram, pontuando a presença de lactobacilos, Gardnerella/Bacteroides e Mobiluncus. Um score de 7 a 10 é diagnóstico de vaginose bacteriana.
Não, a vaginose bacteriana não é uma contraindicação absoluta para a inserção do DIU. No entanto, é recomendado tratar a infecção antes do procedimento para reduzir o risco de complicações infecciosas pós-inserção.
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