UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
Paciente relata corrimento vaginal com odor fétido, que piora após as relações sexuais desprotegidas. Ao exame especular foi observado colo róseo, sem lesões e discreta secreção fluida, confirmando o odor referido pela paciente. Qual o tratamento?
Corrimento fétido, odor pós-coito, secreção fluida → Vaginose Bacteriana = Metronidazol oral 500 mg 12/12h por 7 dias.
A descrição clínica (corrimento fétido, piora pós-coito, secreção fluida) é altamente sugestiva de vaginose bacteriana, caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal. O metronidazol é o tratamento de primeira linha para essa condição, seja oral ou tópico.
A vaginose bacteriana (VB) é uma das causas mais comuns de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio da flora vaginal normal, com supercrescimento de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis, em detrimento dos lactobacilos. Sua importância clínica reside não apenas no desconforto dos sintomas, mas também no aumento do risco de complicações ginecológicas e obstétricas, como doença inflamatória pélvica, infecções pós-operatórias e parto prematuro. O diagnóstico da vaginose bacteriana é primariamente clínico, baseado nos critérios de Amsel: presença de corrimento vaginal homogêneo, fino e branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH); e presença de "clue cells" (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) na microscopia. A paciente da questão apresenta o odor fétido que piora após relações sexuais, um sintoma clássico do teste de aminas positivo, e secreção fluida, confirmando a suspeita. O tratamento de escolha para a vaginose bacteriana é o metronidazol, que pode ser administrado por via oral (500 mg duas vezes ao dia por 7 dias) ou como gel vaginal. A clindamicina é uma alternativa eficaz. É crucial tratar a infecção para aliviar os sintomas e reduzir os riscos associados. O tratamento do parceiro sexual geralmente não é recomendado, pois a VB não é considerada uma doença sexualmente transmissível clássica, embora possa estar associada à atividade sexual.
Os principais sintomas incluem corrimento vaginal com odor fétido (muitas vezes descrito como "cheiro de peixe"), que piora após relações sexuais desprotegidas ou menstruação, e uma secreção vaginal fluida e acinzentada.
O tratamento de escolha é o metronidazol, que pode ser administrado por via oral (500 mg 12/12h por 7 dias) ou tópico (gel vaginal 0,75% por 5 dias). A clindamicina é uma alternativa.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Amsel (três de quatro: corrimento homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo e presença de "clue cells" no microscopia).
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