IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Para o diagnóstico diferencial da vaginose bacteriana, deve-se considerar: I- PH do conteúdo vaginal. II- Presença de colpite. III- Características do corrimento. IV- Teste das aminas. Estão CORRETOS os itens previstos em:
Vaginose bacteriana = pH > 4,5, teste aminas +, corrimento acinzentado, "clue cells". Colpite = tricomoníase/candidíase.
O diagnóstico da vaginose bacteriana é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de Amsel, que incluem pH vaginal elevado (>4,5), teste das aminas positivo e características específicas do corrimento. A colpite (inflamação da cérvix ou vagina) não é um achado típico da vaginose bacteriana, sendo mais comum em tricomoníase ou cervicites.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio da microbiota vaginal, com diminuição dos lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, principalmente Gardnerella vaginalis. É fundamental para o diagnóstico diferencial de outras vaginites e cervicites, pois o tratamento adequado depende da identificação correta da etiologia. O diagnóstico da vaginose bacteriana é primariamente clínico, baseado nos critérios de Amsel, dos quais três dos quatro devem estar presentes. Estes incluem: 1) pH vaginal elevado (>4,5), que reflete a diminuição da acidez protetora; 2) Teste das aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH à secreção vaginal), devido à liberação de aminas voláteis pelas bactérias anaeróbias; e 3) Características do corrimento, que é tipicamente homogêneo, branco-acinzentado e adere às paredes vaginais. A presença de colpite, que é a inflamação da mucosa vaginal ou cervical, não é um achado característico da vaginose bacteriana, que é uma condição não inflamatória. A colpite é mais comumente associada à tricomoníase, candidíase ou cervicites. O quarto critério de Amsel, não mencionado nas alternativas, é a visualização de "clue cells" (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) no exame microscópico a fresco, que é patognomônico da VB.
Os critérios de Amsel incluem: 1) Corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; 2) pH vaginal > 4,5; 3) Teste das aminas (whiff test) positivo; e 4) Presença de 'clue cells' (células-guia) no exame microscópico a fresco.
O pH vaginal é um indicador crucial. Na vaginose bacteriana, o pH é tipicamente elevado (>4,5) devido à diminuição dos lactobacilos produtores de ácido lático. Em contraste, na candidíase, o pH geralmente é normal (<4,5).
A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal, não uma infecção inflamatória primária. A colpite, que é a inflamação da vagina ou cérvix, é mais característica de outras infecções como a tricomoníase ou cervicites por clamídia/gonorreia.
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