Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Quanto à vaginose bacteriana, é correto afirmar que:
Vaginose bacteriana: tratamento da parceira é essencial, mas não do parceiro sexual masculino.
A vaginose bacteriana não é considerada uma DST clássica, mas sim um desequilíbrio da microbiota vaginal. Por isso, o tratamento do parceiro masculino não demonstrou benefício na prevenção de recorrências ou na resolução da infecção na mulher.
A vaginose bacteriana (VB) é uma condição comum caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução dos lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, principalmente Gardnerella vaginalis. É a causa mais frequente de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, sendo importante para a prática clínica e questões de residência. O diagnóstico da VB é clínico e laboratorial, utilizando os critérios de Amsel. Embora associada à atividade sexual, a VB não é considerada uma doença sexualmente transmissível clássica e, portanto, o tratamento do parceiro sexual masculino não é recomendado, pois não melhora a taxa de cura nem previne recorrências. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas, sendo realizado com antibióticos como metronidazol ou clindamicina. É crucial diferenciar a VB de outras vaginites, como candidíase ou tricomoníase, para um manejo adequado e evitar complicações como doença inflamatória pélvica ou parto prematuro.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste das aminas positivo e presença de "clue cells" (células-guia) no exame microscópico.
O tratamento de primeira linha é metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (creme vaginal ou óvulos).
Não há evidências de que o tratamento do parceiro masculino previna recorrências ou melhore os resultados do tratamento na mulher, pois a VB não é uma DST clássica.
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