Vaginose Bacteriana: Diagnóstico e Tratamento Pelo MS

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

Paciente 28 anos foi ao ginecologista com queixa de corrimento vaginal. O PH vaginal foi 5 e o teste de KOH positivo. Baseado na conduta do Ministério da Saúde, qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Ceftriaxona 500mg, IM, dose única.
  2. B) Clindamicina 300mg, VO, 2x/dia, por 7 dias.
  3. C) Itraconazol 100mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 1 dia.
  4. D) Metronidazol 250mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 7 dias.

Pérola Clínica

pH vaginal > 4.5 e KOH positivo (teste do cheiro) → Vaginose Bacteriana = Metronidazol oral ou tópico.

Resumo-Chave

A queixa de corrimento vaginal com pH 5 (elevado, >4.5) e teste de KOH positivo (teste do cheiro ou 'whiff test') são achados clássicos da Vaginose Bacteriana. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, o tratamento de escolha para a vaginose bacteriana é o Metronidazol, que pode ser administrado por via oral ou tópica.

Contexto Educacional

O corrimento vaginal é uma das queixas ginecológicas mais comuns, e o diagnóstico diferencial correto é fundamental para um tratamento eficaz. A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais frequente de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução de lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis. O diagnóstico da vaginose bacteriana é clínico, baseado nos critérios de Amsel. Os achados chave incluem um pH vaginal elevado (>4,5) e um teste de KOH positivo, que revela um odor amínico característico ('whiff test'). A presença de células-chave (clue cells) na microscopia é o critério mais específico. É importante diferenciar a VB de outras vaginites, como a candidíase (que apresenta pH ácido e teste de KOH negativo) e a tricomoníase (que também tem pH elevado e KOH positivo, mas com presença de protozoários móveis). De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e de outras entidades de saúde, o tratamento de escolha para a vaginose bacteriana é o Metronidazol, seja por via oral ou tópica. A Clindamicina é uma alternativa. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal e aliviar os sintomas. Para residentes, o domínio da semiologia do corrimento vaginal e o conhecimento das diretrizes de tratamento são essenciais para a prática diária e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para vaginose bacteriana?

Os critérios de Amsel para vaginose bacteriana incluem: corrimento vaginal homogêneo e branco-acinzentado, pH vaginal > 4,5, teste de KOH positivo (odor de peixe após adição de KOH) e presença de células-chave (clue cells) na microscopia. A presença de pelo menos três desses quatro critérios confirma o diagnóstico.

Por que o pH vaginal é importante no diagnóstico de corrimentos?

O pH vaginal é um indicador crucial. Na vaginose bacteriana e na tricomoníase, o pH é geralmente elevado (>4,5). Na candidíase, o pH é tipicamente ácido (<4,5). Essa diferença ajuda a direcionar o diagnóstico diferencial e a escolha do tratamento.

Qual a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde para vaginose bacteriana?

O Ministério da Saúde recomenda o tratamento da vaginose bacteriana com Metronidazol, que pode ser administrado por via oral (500 mg, 2x/dia por 7 dias ou dose única de 2g) ou tópico (gel vaginal 0,75% por 5 dias). A Clindamicina é uma alternativa para pacientes intolerantes ao metronidazol.

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