SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
A vaginose bacteriana é relatada por alguns especialistas como a causa mais frequente dos sintomas vaginais que resultam em consultas médicas. Entre os sintomas, descarga vaginal sem irritação é característica. Assinale a assertiva correta sobre os critérios diagnósticos utilizados.
Vaginose bacteriana = pH > 4,5 + 'clue cells' + teste do cheiro positivo + corrimento homogêneo.
A vaginose bacteriana é diagnosticada pelos critérios de Amsel, que incluem pH vaginal elevado (>4,5), presença de 'clue cells' (células epiteliais com bactérias aderidas) no exame a fresco, teste do cheiro positivo (odor de peixe, intensificado com KOH) e corrimento vaginal branco-acinzentado homogêneo. O pH elevado é crucial, pois reflete a redução dos lactobacilos.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de sintomas vaginais em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal. Em vez de uma infecção por um único patógeno, a VB é uma síndrome polimicrobiana onde há uma diminuição dos lactobacilos protetores e um supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus spp. e Mycoplasma hominis. Os sintomas incluem corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido ('de peixe'), especialmente após o coito ou menstruação, mas geralmente sem irritação ou inflamação. O diagnóstico da vaginose bacteriana é feito clinicamente, utilizando os critérios de Amsel, dos quais pelo menos três devem estar presentes: 1) Corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, que adere às paredes vaginais; 2) pH vaginal elevado (> 4,5), devido à diminuição da produção de ácido lático pelos lactobacilos; 3) Teste do cheiro positivo (whiff test), onde a adição de hidróxido de potássio (KOH) a uma amostra do corrimento libera um forte odor de peixe devido à volatilização de aminas; 4) Presença de 'clue cells' (células-chave) no exame microscópico a fresco do corrimento vaginal, que são células epiteliais vaginais cobertas por bactérias, com bordas celulares mal definidas. A fisiopatologia envolve a alteração do ambiente vaginal de um pH ácido para um pH mais alcalino, favorecendo o crescimento de bactérias anaeróbias. O tratamento geralmente é feito com antibióticos, como metronidazol ou clindamicina, administrados oralmente ou topicamente. É importante diferenciar a VB de outras vaginites, como candidíase (pH normal/ácido, sem clue cells) e tricomoníase (pH elevado, tricomonas móveis, inflamação).
Os quatro critérios de Amsel são: 1) Corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo; 2) pH vaginal > 4,5; 3) Teste do cheiro (whiff test) positivo com KOH; 4) Presença de 'clue cells' no exame microscópico a fresco.
Na vaginose bacteriana, o pH vaginal é caracteristicamente elevado, geralmente acima de 4,5. Isso ocorre devido à diminuição dos lactobacilos, que são responsáveis por manter o ambiente vaginal ácido.
'Clue cells' (células-chave) são células epiteliais vaginais que estão cobertas por uma grande quantidade de bactérias, dando-lhes uma aparência granular e bordas mal definidas. Sua presença no exame a fresco é um dos critérios diagnósticos mais sensíveis e específicos para vaginose bacteriana.
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