HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
As vulvovaginites, assim como todas as manifestações inflamatórias e ou infecciosas do trato genital feminino, constituem os problemas mais comumente observados em atendimento ambulatorial na ginecologia. Um microbioma vaginal desequilibrado é porta de entrada para infecções tanto do trato genital inferior quanto do superior. Sobre as vulvovaginites, assinale a alternativa correta.
Vaginose Bacteriana = perda de lactobacilos, pH > 4,5, whiff-test positivo, células-chave.
A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução dos lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias. Os critérios de Amsel são essenciais para o diagnóstico, incluindo pH vaginal elevado (>4,5) e teste de aminas (whiff-test) positivo.
As vulvovaginites representam uma das queixas mais frequentes na ginecologia ambulatorial, refletindo desequilíbrios na complexa microbiota vaginal. A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por uma alteração da flora vaginal normal, com redução dos lactobacilos protetores e proliferação de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis. O diagnóstico da vaginose bacteriana é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de Amsel. Estes incluem a presença de corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal elevado (> 4,5); teste de aminas (whiff-test) positivo, que produz um odor de peixe após a adição de hidróxido de potássio (KOH) a 10% à secreção; e a identificação de células-chave (clue cells) no exame microscópico da secreção vaginal. A presença de pelo menos três desses quatro critérios confirma o diagnóstico. O tratamento da vaginose bacteriana geralmente envolve metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina (tópica). É fundamental diferenciar a VB de outras vulvovaginites, como a candidíase vulvovaginal (que cursa com prurido intenso, secreção espessa e pH normal) e a tricomoníase (corrimento bolhoso, prurido e pH elevado), pois o manejo é distinto para cada condição. A compreensão desses diferenciais é crucial para residentes em ginecologia.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste de aminas (whiff-test) positivo (odor de peixe após KOH 10%); e presença de células-chave (clue cells) no exame microscópico. São necessários pelo menos três dos quatro critérios.
A principal alteração é a diminuição ou ausência de lactobacilos, que são bactérias produtoras de ácido lático e responsáveis por manter o pH vaginal ácido, e o supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis.
A vaginose bacteriana se diferencia da candidíase (prurido intenso, secreção tipo 'leite coalhado', pH normal) e da tricomoníase (corrimento amarelo-esverdeado bolhoso, prurido, pH elevado, protozoário móvel) pelos seus achados específicos nos critérios de Amsel.
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