Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Sobre a Vaginose Bacteriana, é CORRETO afirmar.
Vaginose Bacteriana → ↓ lactobacilos, ↑ pH vaginal, corrimento acinzentado, odor fétido por aminas. Tratamento com metronidazol ou clindamicina.
A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com diminuição dos lactobacilos e proliferação de bactérias anaeróbias, resultando em pH vaginal elevado e odor fétido devido à volatização de aminas. O tratamento de escolha inclui metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina (tópica ou oral).
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio da microbiota vaginal, onde há uma redução dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e um supercrescimento de bactérias anaeróbias. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) no sentido tradicional, a atividade sexual pode influenciar o risco. Clinicamente, a VB se manifesta por um corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado, com odor fétido característico ("cheiro de peixe"), especialmente após a relação sexual ou menstruação, devido à volatização de aminas. O diagnóstico é feito pelos critérios de Amsel, que incluem o pH vaginal elevado (>4,5), teste das aminas positivo e a presença de células-chave no microscópio. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e é feito com antibióticos que atuam contra anaeróbios, como o metronidazol (oral ou tópico) ou a clindamicina (oral ou tópica). É crucial que residentes saibam que o tratamento do parceiro masculino não é indicado para VB, e que a condição, se não tratada, pode aumentar o risco de ISTs e complicações obstétricas.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste das aminas positivo (odor de peixe após KOH); e presença de células-chave (clue cells) no exame microscópico.
O tratamento de primeira linha para vaginose bacteriana é o metronidazol, que pode ser administrado por via oral ou tópica (gel vaginal). A clindamicina, também oral ou tópica, é uma alternativa eficaz.
A vaginose bacteriana não é classificada como uma IST clássica, pois não há evidências de que o tratamento do parceiro masculino seja benéfico ou previna recorrências. É um desequilíbrio da flora vaginal.
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