Vaginose Bacteriana: Características e Diagnóstico

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Considerando as características dos corrimentos vaginais, assinale a correta.

Alternativas

  1. A) Com odor e sem prurido, associado com dor às relações e pH < 4,5, sugerem vaginite atrófica.
  2. B) Com prurido, odor fétido, fluxo amarelado e hiperemia de colo, sugerem candidíase.
  3. C) Com odor e sem prurido, piora com a relação sexual, leucorreia branca ou amarelada e ph > 4,5, sugerem vaginose bacteriana.
  4. D) Com prurido, mas sem odor, aderentes às paredes vaginais, edema e ardência às relações, sugerem tricomoníase.
  5. E) Com ou sem dor, sem prurido, ardor para urinar e leucorreia branca, sugerem monilíase.

Pérola Clínica

Vaginose bacteriana: odor fétido (piora pós-coito), pH > 4,5, sem prurido.

Resumo-Chave

A vaginose bacteriana é caracterizada por corrimento branco-acinzentado, odor fétido (especialmente após o coito), pH vaginal > 4,5 e ausência de prurido ou inflamação significativa, diferenciando-a de outras vaginites.

Contexto Educacional

Os corrimentos vaginais são queixas ginecológicas extremamente comuns, representando um desafio diagnóstico devido à sobreposição de sintomas entre as diferentes etiologias. As principais causas infecciosas incluem vaginose bacteriana, candidíase vulvovaginal e tricomoníase. A epidemiologia varia, mas a vaginose bacteriana é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações. A fisiopatologia de cada tipo de corrimento é distinta. A vaginose bacteriana é um desequilíbrio da microbiota vaginal, com supercrescimento de bactérias anaeróbias (como Gardnerella vaginalis) e redução dos lactobacilos protetores. Isso leva a um pH vaginal elevado (> 4,5) e à produção de aminas voláteis que causam o odor característico. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Amsel (corrimento homogêneo, pH > 4,5, teste de Whiff positivo e clue cells). O tratamento dos corrimentos vaginais é específico para cada etiologia. Para vaginose bacteriana, metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina são as opções. Para candidíase, antifúngicos (tópicos ou orais). Para tricomoníase, metronidazol oral. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a recorrência é comum, especialmente na vaginose bacteriana e candidíase. Pontos de atenção incluem a orientação sobre higiene íntima, evitar duchas vaginais e tratar parceiros sexuais quando indicado (como na tricomoníase).

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para vaginose bacteriana?

Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste de Whiff positivo (odor de peixe após adição de KOH); e presença de células-chave (clue cells) na microscopia. Três dos quatro critérios confirmam o diagnóstico.

Como diferenciar vaginose bacteriana de candidíase vaginal?

A vaginose bacteriana apresenta odor fétido, pH > 4,5 e geralmente sem prurido. A candidíase, por sua vez, cursa com prurido intenso, corrimento branco grumoso ("leite coalhado"), pH < 4,5 e ausência de odor fétido.

Qual a importância do pH vaginal no diagnóstico diferencial dos corrimentos?

O pH vaginal é um indicador crucial. Na vaginose bacteriana e tricomoníase, o pH é geralmente > 4,5. Na candidíase e na vaginite atrófica, o pH costuma ser < 4,5. Isso ajuda a direcionar o diagnóstico e tratamento.

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