SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2019
Com relação aos corrimentos vaginais e infecções sexualmente transmissíveis: I - Na ausência de laboratório, a principal estratégia de manejo para evitar a recorrência das cervicites por clamídia e gonorreia é o tratamento das parceiras sexuais portadoras de uretrite. II - A vaginose bacteriana é uma infecção de transmissão sexual, pode trazer complicações às cirurgias ginecológicas e à gravidez. O tratamento recomendado, pela sua elevada eficácia é com cremes vaginais com metronidazol. III - O diagnóstico da vaginose bacteriana se confirma com os critérios de Amsel — corrimento vaginal homogêneo, geralmente acinzentado e de quantidade variável, pH vaginal > 4,5; Teste de Whiff ou teste da amina (KOH 10%) positivo — presença de clue cells na bacterioscopia corada por Gram. IV - A colpocitologia oncótica detecta as lesões oncogênicas decorrentes da infecção pelo HPV no colo uterino. O exame deve ser feito, preferencialmente, por mulheres entre 25 a 64 anos que têm ou já tiveram atividade sexual. Apesar de ser considerado um procedimento seguro, recomenda-se evitar a sua realização na gestação. V - A penicilina G benzatina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis na gestação e na prevenção da transmissão vertical da doença para o feto, apresentando 98% de taxa de sucesso nessa prevenção. Assim, os tratamentos não penicilínicos só devem ser considerados como opção nas contraindicações absolutas ao uso da penicilina, como é o caso de alergia ou anafilaxia prévia. Nestes casos, para as gestantes deve-se dar preferência à doxiciclina e ao estolato de eritromicina. Estão CORRETAS as alternativas:
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