SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
A vaginose bacteriana é a causa mais prevalente de corrimento vaginal com odor fétido entre mulheres em idade reprodutiva. Sobre este tema, analise as afirmações abaixo: I. Não é causada por um único agente específico, e sua presença aumenta o risco de aquisição de IST, além do risco de complicações em cirurgias ginecológicas e durante a gravidez. II. A presença de corrimento vaginal homogêneo, pH<4,5 e o teste de Whiff positivo confirmam o diagnóstico de vaginose bacteriana. III. O tratamento comumente é feito com metronidazol via oral ou vaginal, mas outras opções eficazes incluem clindamicina e doxiciclina. IV. A recorrência após o tratamento é comum: 15% a 30% das mulheres apresentam vaginose sintomática 30 a 90 dias após o tratamento.
VB = pH > 4,5 + Clue cells + Whiff (+) + Corrimento branco-acinzentado.
A vaginose bacteriana é uma disbiose polimicrobiana com redução de lactobacilos. O diagnóstico clínico baseia-se nos critérios de Amsel, onde o pH é tipicamente alcalino (>4,5).
A vaginose bacteriana (VB) representa a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizando-se por uma substituição da flora de Lactobacillus spp. por uma proliferação de bactérias anaeróbias (Gardnerella vaginalis, Atopobium vaginae, Mobiluncus spp.). Não é considerada uma IST clássica, mas sua presença está ligada a comportamentos de risco e aumenta a susceptibilidade a infecções. O diagnóstico padrão-ouro laboratorial é o Escore de Nugent (gram), mas na prática clínica utilizam-se os Critérios de Amsel. Complicações importantes incluem maior risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infecções pós-operatórias e desfechos obstétricos adversos como parto prematuro e corioamnionite. A recorrência é um desafio clínico frequente, ocorrendo em até 30% dos casos em 3 meses.
O diagnóstico clínico requer 3 de 4 critérios: 1) Corrimento branco-acinzentado, homogêneo e fino; 2) pH vaginal > 4,5; 3) Teste das aminas (Whiff test) positivo com KOH 10%; 4) Presença de 'clue cells' (células-alvo) na microscopia a fresco.
O tratamento padrão é o Metronidazol, podendo ser administrado via oral (500mg 12/12h por 7 dias) ou via vaginal (gel a 0,75% por 5 noites). A Clindamicina é uma alternativa. A doxiciclina não é eficaz para o tratamento da vaginose bacteriana.
A alteração da flora vaginal, com a redução de peróxido de hidrogênio produzido pelos lactobacilos e o aumento de enzimas proteolíticas produzidas por anaeróbios, degrada as barreiras de defesa locais, facilitando a adesão e penetração de patógenos como HIV, Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.
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