HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Na vaginose bacteriana, a alternativa medicamentosa ao tratamento com metronidazol é o (a):
Vaginose bacteriana → Metronidazol (1ª linha) ou Clindamicina (alternativa).
A vaginose bacteriana é um desequilíbrio da microbiota vaginal com redução de Lactobacilos e aumento de anaeróbios. A clindamicina é a principal alternativa para alérgicos ou intolerantes ao metronidazol.
A vaginose bacteriana (VB) representa a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pela substituição dos Lactobacillus produtores de peróxido de hidrogênio por uma flora polimicrobiana anaeróbia (Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, Atopobium vaginae). O tratamento visa o alívio dos sintomas e a redução do risco de complicações infecciosas pós-procedimentos ginecológicos ou complicações obstétricas. O metronidazol oral ou vaginal continua sendo a primeira escolha, mas a clindamicina oferece uma cobertura excelente e é a alternativa preferencial em protocolos clínicos nacionais e internacionais.
O diagnóstico clínico da vaginose bacteriana é feito pela presença de pelo menos 3 dos 4 critérios de Amsel: 1. Corrimento branco-acinzentado, homogêneo e fino; 2. pH vaginal > 4,5; 3. Teste das aminas (Whiff test) positivo (odor fétido após adição de KOH a 10%); 4. Presença de 'clue cells' (células-alvo) na microscopia a fresco. O padrão-ouro laboratorial é o escore de Nugent, baseado na coloração de Gram.
A clindamicina (creme vaginal a 2% por 7 dias ou óvulos) é indicada como alternativa de primeira linha quando o paciente apresenta intolerância severa ao metronidazol, alergia aos nitroimidazóis ou em casos de falha terapêutica. É eficaz contra a Gardnerella vaginalis e anaeróbios associados. Vale lembrar que o uso de cremes de clindamicina pode enfraquecer preservativos de látex e diafragmas por até 5 dias após o uso.
Não. Diferente da tricomoníase, a vaginose bacteriana não é considerada estritamente uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), mas sim um desequilíbrio da flora vaginal (disbiose). Estudos clínicos demonstraram que o tratamento do parceiro masculino não reduz a taxa de recorrência na mulher nem melhora os índices de cura, portanto, não é recomendado rotineiramente.
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