HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023
Paciente comparece à consulta ambulatorial de ginecologia queixando corrimento iniciado há 3 dias. Ao coletar secreção vaginal para exame a fresco foram detectadas clue cells. É CORRETO afirmar que o diagnóstico é de:
Clue cells no exame a fresco + corrimento acinzentado + odor de peixe + pH > 4,5 = Vaginose Bacteriana.
A presença de clue cells (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) é o achado microscópico patognomônico da vaginose bacteriana, um desequilíbrio da microbiota vaginal.
A vaginose bacteriana é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal com supercrescimento de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis, e redução dos lactobacilos protetores. Sua importância clínica reside no desconforto e no aumento do risco de complicações obstétricas e ginecológicas. O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de Amsel. A presença de clue cells no exame a fresco é um achado microscópico patognomônico, onde células epiteliais vaginais são recobertas por bactérias. O pH vaginal elevado (>4,5) e o teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) são outros pilares diagnósticos. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da microbiota e aliviar os sintomas, sendo o metronidazol e a clindamicina as opções terapêuticas mais utilizadas. É fundamental o reconhecimento precoce para evitar recorrências e complicações, como doença inflamatória pélvica ou parto prematuro.
Os critérios de Amsel incluem corrimento vaginal homogêneo, acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste de aminas positivo (odor de peixe após KOH); e presença de clue cells no exame microscópico.
O tratamento de primeira linha geralmente envolve metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (creme vaginal ou óvulos).
A vaginose bacteriana se diferencia pela ausência de inflamação, corrimento acinzentado, odor de peixe, pH elevado e clue cells. Candidíase tem corrimento branco grumoso e prurido, enquanto tricomoníase tem corrimento amarelo-esverdeado bolhoso e tricomonas móveis.
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