SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Uma paciente de 27 anos de idade procurou atendimento devido a aumento de secreção vaginal com odor desagradável há uma semana. Relatou que o corrimento era acinzentado, homogêneo e sem prurido. Ao exame, observou-se secreção fina aderida às paredes vaginais. O teste das aminas (whiff test) foi positivo. Considerando o quadro descrito, assinale a alternativa que descreve a conduta mais adequada a ser realizada:
Corrimento acinzentado + Whiff test (+) + pH > 4,5 + Clue cells = Vaginose Bacteriana → Tratar com Metronidazol.
A vaginose bacteriana é um desequilíbrio da flora vaginal (redução de Lactobacilos e aumento de anaeróbios) diagnosticada clinicamente pelos critérios de Amsel.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pela substituição dos Lactobacillus sp. (produtores de peróxido de hidrogênio) por uma flora polimicrobiana anaeróbia, incluindo Gardnerella vaginalis, Atopobium vaginae e Mobiluncus sp. O quadro clínico clássico é o corrimento com odor de 'peixe podre', que piora após o coito ou menstruação devido à alcalinização do meio. O padrão-ouro para diagnóstico em pesquisa é o Escore de Nugent (gram), mas na prática clínica os Critérios de Amsel são amplamente utilizados. O tratamento é indicado para todas as mulheres sintomáticas e também para assintomáticas que serão submetidas a procedimentos ginecológicos, visando reduzir o risco de infecções pós-operatórias.
O diagnóstico clínico requer 3 dos 4 seguintes critérios: 1. Corrimento branco-acinzentado, homogêneo e fino; 2. pH vaginal > 4,5; 3. Teste das aminas (Whiff test) positivo (odor fétido após adição de KOH 10%); 4. Presença de 'clue cells' (células-alvo) no exame a fresco.
Não. Diferente da tricomoníase, a vaginose bacteriana é considerada um desequilíbrio da microbiota vaginal e não uma infecção sexualmente transmissível clássica. O tratamento do parceiro não demonstrou reduzir a recorrência na mulher.
O tratamento padrão é o Metronidazol, podendo ser administrado por via oral (500 mg de 12/12h por 7 dias) ou por via vaginal (gel a 0,75% por 5 noites). Alternativas incluem clindamicina em creme ou óvulos.
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