Vaginose Bacteriana: Diagnóstico e Agente Etiológico Chave

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente com queixa de corrimento vaginal amarelado, de odor fétido e prurido vaginal. Referia ainda que o odor piorava após manter relações sexuais. O exame bacterioscópico do conteúdo vaginal revelou a presença de “clue cells”. Qual o provável agente etiológico desta vaginite?

Alternativas

  1. A) Candida albicans.
  2. B) Trichomonas vaginalis.
  3. C) Gardnerella vaginalis.
  4. D) HPV.
  5. E) E. coli.

Pérola Clínica

Corrimento amarelado, odor fétido (piora pós-coito), "clue cells" → Vaginose Bacteriana por Gardnerella vaginalis.

Resumo-Chave

A vaginose bacteriana, causada principalmente pela Gardnerella vaginalis, é caracterizada por corrimento vaginal amarelado ou acinzentado, odor fétido ("cheiro de peixe" que piora após o coito), prurido e a presença de "clue cells" no exame microscópico. O pH vaginal geralmente está elevado (>4,5).

Contexto Educacional

As vaginites são condições comuns na prática ginecológica, e a identificação correta do agente etiológico é crucial para um tratamento eficaz. A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais frequente de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, sendo caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com proliferação de bactérias anaeróbias, principalmente a Gardnerella vaginalis, e redução dos lactobacilos protetores. A fisiopatologia envolve a alteração do pH vaginal, que se torna mais alcalino, favorecendo o crescimento de bactérias como a Gardnerella vaginalis. Os sintomas clássicos incluem corrimento vaginal homogêneo, amarelado ou acinzentado, com odor fétido, frequentemente descrito como "cheiro de peixe", que se intensifica após a relação sexual devido à liberação de aminas voláteis. O prurido vaginal também pode estar presente. O diagnóstico é clínico e laboratorial, utilizando os critérios de Amsel, que incluem a presença de "clue cells" no exame microscópico do conteúdo vaginal. A presença de "clue cells" (células epiteliais vaginais recobertas por bactérias, com bordas celulares indistintas) é um achado patognomônico da vaginose bacteriana. O tratamento geralmente envolve metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina. É fundamental diferenciar a vaginose bacteriana de outras infecções como candidíase (corrimento branco grumoso, prurido intenso, hifas) e tricomoníase (corrimento bolhoso, amarelado-esverdeado, colo em framboesa, protozoários móveis), pois cada uma exige um manejo específico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da vaginose bacteriana?

Os principais sintomas incluem corrimento vaginal amarelado ou acinzentado, odor fétido ("cheiro de peixe") que piora após o coito e prurido vaginal.

O que são 'clue cells' e qual sua importância diagnóstica?

"Clue cells" são células epiteliais vaginais cobertas por bactérias, principalmente Gardnerella vaginalis, que perdem seus limites nítidos. Sua presença no exame microscópico é um critério diagnóstico fundamental para vaginose bacteriana.

Como diferenciar vaginose bacteriana de outras vaginites?

A vaginose bacteriana se diferencia pela presença de "clue cells", odor fétido que piora após o coito, pH vaginal >4,5 e teste de aminas positivo, enquanto candidíase apresenta prurido intenso e corrimento branco grumoso, e tricomoníase, corrimento bolhoso e colo em framboesa.

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