IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma mulher de 28 anos comparece à Unidade Básica de Saúde e se queixa ao ginecologista de um corrimento que se apresenta há alguns meses com odor fétido e piora ao coito e após as menstruações. Diante dessa queixa, é correto afirmar que:
Corrimento fétido, piora pós-coito/menstruação + pH alcalino + redução lactobacilos → Vaginose Bacteriana.
A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal, caracterizada pela redução dos lactobacilos (que produzem ácido lático e mantêm o pH ácido) e proliferação de bactérias anaeróbias, como a *Gardnerella vaginalis*. Isso leva a um pH vaginal alcalino, odor fétido (especialmente após coito e menstruação, devido à alcalinização pelo sêmen e sangue) e corrimento branco-acinzentado.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio na flora vaginal. Caracteriza-se pela diminuição dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e pelo supercrescimento de bactérias anaeróbias, como *Gardnerella vaginalis*, *Mycoplasma hominis* e *Prevotella* spp. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), a atividade sexual pode influenciar o risco. Clinicamente, a VB manifesta-se por um corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido, que se intensifica após o coito (devido à alcalinização pelo sêmen) e durante a menstruação (pelo pH alcalino do sangue). O diagnóstico é primariamente clínico, utilizando os critérios de Amsel, que incluem a observação do corrimento, medição do pH vaginal (>4,5), teste de Whiff positivo e identificação de 'clue cells' no exame microscópico do fluido vaginal. É crucial diferenciar a VB de outras causas de corrimento, como candidíase e tricomoníase, para um tratamento adequado. O tratamento da vaginose bacteriana visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas. Os antibióticos mais comumente utilizados são metronidazol (oral ou tópico) e clindamicina (tópica). O tratamento é eficaz na resolução dos sintomas, mas a recorrência é comum. A VB está associada a um risco aumentado de ISTs, doença inflamatória pélvica, complicações na gravidez (parto prematuro, corioamnionite) e infecções pós-operatórias ginecológicas, destacando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
Os sintomas clássicos da vaginose bacteriana incluem corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido (semelhante a peixe podre), que piora após o coito e durante ou após a menstruação. Geralmente, não há prurido ou disúria intensos.
Na vaginose bacteriana, ocorre uma redução dos lactobacilos, que são responsáveis por manter o pH vaginal ácido. Consequentemente, o pH vaginal se eleva, tornando-se alcalino (geralmente > 4,5), o que favorece a proliferação de bactérias anaeróbias.
O diagnóstico de vaginose bacteriana é feito pelos critérios de Amsel: presença de três dos quatro: corrimento vaginal homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de Whiff positivo (odor de peixe após adição de KOH) e presença de 'clue cells' (células epiteliais cobertas por bactérias) no exame microscópico.
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