PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Mulher, 25 anos, procura atendimento ginecológico devido a quadro de leucorreia iniciada há três dias. Afirma corrimento aumentado, com odor fétido que piora após relação sexual. Ao exame ginecológico, notou-se corrimento abundante, malcheiroso, branco amarelado, com poucas bolhas, pH de 6,1 e teste das aminas positivo. Considerando o quadro clinico apresentado pela paciente, é CORRETO afirmar que:
Leucorreia com odor fétido, pH > 4,5 e teste das aminas positivo → Vaginose bacteriana, tratar com metronidazol e rastrear ISTs.
O quadro clínico (corrimento branco-amarelado, odor fétido que piora pós-coito, pH > 4,5 e teste das aminas positivo) é altamente sugestivo de vaginose bacteriana. O tratamento de escolha é o metronidazol. Além disso, toda paciente com queixa ginecológica, especialmente com fatores de risco ou múltiplos parceiros, deve ser orientada a realizar rastreio para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo HIV, sífilis e hepatites.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução de lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias. Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) no sentido clássico, mas sua ocorrência está associada à atividade sexual. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Amsel: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste das aminas positivo (odor fétido, 'cheiro de peixe', após adição de KOH); e presença de 'clue cells' (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) no exame microscópico a fresco. A paciente do caso preenche múltiplos critérios. O tratamento de escolha é o metronidazol, seja por via oral ou tópica. É importante ressaltar que o tratamento do parceiro masculino não é recomendado para vaginose bacteriana. Além disso, é crucial aproveitar a oportunidade para discutir e oferecer rastreio para outras ISTs (HIV, sífilis, hepatites B e C), especialmente em pacientes sexualmente ativas, pois a presença de vaginose pode aumentar a suscetibilidade a outras infecções.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste das aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH); e presença de 'clue cells' (células-chave) na microscopia. Três dos quatro critérios confirmam o diagnóstico.
O tratamento de primeira linha para vaginose bacteriana é o metronidazol, que pode ser administrado por via oral (500mg, 2x/dia por 7 dias) ou tópico (gel vaginal 0,75% por 5 dias).
Embora a vaginose bacteriana não seja considerada uma IST clássica, ela está associada à atividade sexual e pode aumentar o risco de aquisição de outras ISTs. Portanto, o rastreio de HIV, sífilis e hepatites é fundamental para a saúde sexual da paciente.
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