UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente de 23 anos com queixa de corrimento vaginal branco-acizentado de aspecto fluido, algumas vezes bolhoso. Ao exame, pH vaginal > 4,5, teste de Whiff positivo e presença de clue cells na bacterioscopia corada por Gram. O diagnóstico dessa paciente é de:
Corrimento branco-acinzentado, pH > 4.5, Whiff +, clue cells → Vaginose Bacteriana (Critérios de Amsel).
A vaginose bacteriana é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal. O diagnóstico é clínico-laboratorial, sendo os critérios de Amsel (corrimento, pH > 4.5, teste de Whiff positivo e presença de clue cells) fundamentais.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais prevalente de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio na microbiota vaginal. Caracteriza-se pela diminuição dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e pelo supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis e Mobiluncus spp.. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, a atividade sexual pode influenciar o risco. A VB está associada a complicações como doença inflamatória pélvica, parto prematuro e aumento do risco de aquisição de outras ISTs. O diagnóstico da vaginose bacteriana é primariamente clínico, baseado nos critérios de Amsel, que incluem: corrimento vaginal homogêneo branco-acinzentado, pH vaginal superior a 4,5, teste de Whiff positivo (liberação de odor amínico após adição de KOH à secreção vaginal) e a presença de clue cells (células epiteliais vaginais recobertas por bactérias) na microscopia. A presença de pelo menos três desses quatro critérios é suficiente para o diagnóstico. A microscopia de Gram da secreção vaginal (critérios de Nugent) é considerada o padrão-ouro, mas os critérios de Amsel são amplamente utilizados na prática clínica. O tratamento da vaginose bacteriana visa restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal e aliviar os sintomas. As opções terapêuticas incluem metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (creme vaginal ou óvulos). É crucial orientar a paciente sobre a importância de completar o tratamento e evitar duchas vaginais, que podem exacerbar o desequilíbrio da flora. Embora a VB seja frequentemente assintomática, o tratamento é recomendado para pacientes sintomáticas e para gestantes com risco de parto prematuro.
Os critérios de Amsel incluem: 1) Corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; 2) pH vaginal > 4,5; 3) Teste de Whiff (odor amínico) positivo; 4) Presença de clue cells (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) na microscopia. São necessários pelo menos três dos quatro critérios para o diagnóstico.
A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução dos lactobacilos protetores e supercrescimento de bactérias anaeróbias, sendo a Gardnerella vaginalis a mais comumente associada, embora outras bactérias como Mycoplasma hominis e Mobiluncus spp. também estejam presentes.
O tratamento de primeira linha para vaginose bacteriana inclui metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (creme ou óvulos vaginais). É importante completar o curso do tratamento para evitar recorrências e complicações.
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