FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
Mulher de 45 anos, homossexual, relata fluxo vaginal com odor e sem irritação. Ao exame especular, a mucosa vaginal não se encontra eritematosa. A hipótese diagnóstica provável é de vaginite por:
Corrimento com odor, sem irritação, mucosa não eritematosa → Vaginose Bacteriana (Gardnerella).
A vaginose bacteriana, frequentemente associada à Gardnerella vaginalis, é caracterizada por corrimento com odor fétido (especialmente após coito), sem sinais significativos de inflamação vaginal como eritema ou prurido. Isso a diferencia de outras vaginites.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal normal, com diminuição dos lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, a atividade sexual é um fator de risco. Clinicamente, a VB manifesta-se por um corrimento vaginal homogêneo, fino, branco-acinzentado, com odor fétido ("cheiro de peixe"), que se torna mais perceptível após o coito ou menstruação. É crucial notar que, diferentemente de outras vaginites, a VB geralmente não causa irritação, prurido ou eritema da mucosa vaginal, o que é um ponto chave para o diagnóstico diferencial em provas e na prática clínica. O diagnóstico da vaginose bacteriana é feito pelos critérios de Amsel (corrimento homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo e presença de células-chave no microscópio) ou pela coloração de Gram do esfregaço vaginal (escore de Nugent). O tratamento geralmente envolve metronidazol ou clindamicina, visando restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo e fino, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo (odor de peixe após KOH) e presença de células-chave no microscópio. São necessários pelo menos três dos quatro critérios.
A vaginose bacteriana geralmente cursa com corrimento de odor fétido e sem inflamação (ausência de eritema ou prurido). A candidíase causa prurido intenso e corrimento branco grumoso, enquanto a tricomoníase pode apresentar corrimento bolhoso, eritema e prurido.
O pH vaginal elevado (> 4,5) é um critério importante para o diagnóstico da vaginose bacteriana, pois reflete a alteração da microbiota vaginal normal, onde há diminuição dos lactobacilos produtores de ácido lático.
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