UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
T.G.F., 27 anos, solteira, vida sexual ativa, vem ao seu consultório com queixa de corrimento vaginal acinzentado abundante. Nega prurido ou ardência vulvar, mas refere muito incômodo com o odor fétido que agrava na menstruação. Após a propedêutica básica, a paciente apresentou Ph vaginal maior que 4.5, teste das aminas positivo, clue cells. Tendo em vista o quadro clínico e os resultados apresentados, a principal hipótese diagnóstica e seu principal agente etiológico é:
Corrimento acinzentado + odor fétido (pós-coito/menstruação) + pH > 4.5 + teste aminas + clue cells = Vaginose Bacteriana (*Gardnerella vaginalis*).
A Vaginose Bacteriana é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal. Os critérios de Amsel (corrimento homogêneo acinzentado, pH vaginal > 4.5, teste das aminas positivo e presença de clue cells) são essenciais para o diagnóstico. O agente etiológico principal é a *Gardnerella vaginalis*.
A vaginose bacteriana (VB) é uma condição comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal normal, com redução de lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como a *Gardnerella vaginalis*. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, a atividade sexual é um fator de risco. É crucial para residentes saberem identificar e tratar corretamente. O quadro clínico típico inclui corrimento vaginal homogêneo, acinzentado, com odor fétido ("cheiro de peixe"), que se intensifica após o coito ou durante a menstruação. Diferentemente da candidíase ou tricomoníase, prurido e ardência são menos comuns. O diagnóstico é feito pelos critérios de Amsel: 1) corrimento vaginal homogêneo, fino e acinzentado; 2) pH vaginal > 4,5; 3) teste das aminas (whiff test) positivo (odor de peixe após adição de KOH); e 4) presença de "clue cells" (células epiteliais vaginais cobertas por bactérias) no exame microscópico. O agente etiológico principal é a *Gardnerella vaginalis*, embora outras bactérias anaeróbias também estejam envolvidas. A alternativa "Hemophilus vaginalis" é um nome antigo para *Gardnerella vaginalis*. O tratamento geralmente envolve metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina (tópica), visando restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal e aliviar os sintomas. O tratamento é importante para prevenir complicações como doença inflamatória pélvica e complicações na gravidez.
Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo e acinzentado, pH vaginal > 4,5, teste das aminas positivo (odor de peixe) e presença de 'clue cells' no exame microscópico.
O principal agente etiológico da vaginose bacteriana é a *Gardnerella vaginalis*, embora a condição seja um desequilíbrio polimicrobiano da flora vaginal, com supercrescimento de outras bactérias anaeróbias.
A VB se diferencia pela ausência de prurido/ardência significativos, corrimento acinzentado com odor fétido e pelos critérios de Amsel. Candidíase causa prurido intenso e corrimento branco grumoso; tricomoníase causa corrimento amarelo-esverdeado bolhoso e inflamação.
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