HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
O conhecimento da flora normal e os mecanismos envolvidos com a sua manutenção são indispensáveis para os diagnósticos etiológicos das vulvovaginites. No diagnóstico da vaginose bacteriana, observa-se o seguinte:
Vaginose Bacteriana = Critérios de Amsel: pH > 4,5, teste do cheiro positivo, corrimento homogêneo, e células-guia.
A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal, caracterizada pela diminuição de lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias. O diagnóstico é clínico-laboratorial, sendo as células-guia um achado microscópico patognomônico.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio na flora vaginal normal. Caracteriza-se pela diminuição dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e pelo supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus spp. e Mycoplasma hominis. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, pode estar associada a parceiros sexuais. O diagnóstico da vaginose bacteriana é feito principalmente pelos Critérios de Amsel, que incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal maior que 4,5; teste do cheiro positivo (liberação de odor de "peixe podre" após adição de KOH a 10% à secreção vaginal); e a presença de células-guia (clue cells) no exame microscópico. As células-guia são células epiteliais vaginais recobertas por bactérias, um achado patognomônico. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas, geralmente com metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina (oral ou tópico). É importante diferenciar a vaginose bacteriana de outras vulvovaginites, como candidíase e tricomoníase, pois o manejo e o tratamento são distintos. A VB está associada a complicações como doença inflamatória pélvica, infecções pós-operatórias e desfechos adversos na gravidez.
Os Critérios de Amsel incluem quatro pontos: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste do cheiro (whiff test) positivo com KOH a 10%; e presença de células-guia (clue cells) no exame microscópico. São necessários pelo menos três desses critérios para o diagnóstico.
Células-guia são células epiteliais vaginais que estão cobertas por uma grande quantidade de bactérias, principalmente Gardnerella vaginalis, dando-lhes uma aparência granular e obscurecendo suas bordas. Elas são um achado microscópico patognomônico da vaginose bacteriana.
O pH vaginal é elevado (> 4,5) na vaginose bacteriana devido à diminuição dos lactobacilos, que são responsáveis pela produção de ácido lático e pela manutenção de um ambiente vaginal ácido. A proliferação de bactérias anaeróbias eleva o pH.
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