Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
Ana, 25 anos, comparece ao consultório ginecológico queixando-se de corrimento vaginal que começou há cerca de duas semanas. Ela relata que, inicialmente, não se incomodou com o corrimento, mas agora está preocupada, pois notou que o odor piora após o coito e durante a menstruação. Ana descreve o corrimento como branco e homogêneo, mas sem coceira ou ardor. Exame físico: a mucosa vaginal não apresenta sinais de inflamação, como eritema ou edema, o corrimento é observado como branco-acinzentado e homogêneo, e apresenta um pH vaginal elevado. Sua condição é:
Vaginose Bacteriana = corrimento branco-acinzentado homogêneo, odor fétido (piora pós-coito/menstruação), pH vaginal > 4.5, sem inflamação.
A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal, com proliferação de bactérias anaeróbias e redução de lactobacilos. Os sintomas clássicos incluem corrimento branco-acinzentado, homogêneo, com odor de peixe que piora após o coito e durante a menstruação, e um pH vaginal elevado, sem sinais inflamatórios.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, resultante de um desequilíbrio na microbiota vaginal. Caracteriza-se pela diminuição dos lactobacilos produtores de peróxido de hidrogênio e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus spp., e Mycoplasma hominis. Sua prevalência é alta e pode estar associada a complicações obstétricas e ginecológicas. O diagnóstico da VB é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de Amsel. A paciente tipicamente relata um corrimento branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido que se intensifica após o coito (devido à alcalinização pelo sêmen) e durante a menstruação (pelo sangue). Ao exame físico, a mucosa vaginal geralmente não apresenta sinais inflamatórios como eritema ou edema, o que a diferencia de vaginites. O pH vaginal é elevado (>4,5), e o teste de aminas (whiff test) é positivo. A microscopia revela 'clue cells' (células epiteliais vaginais recobertas por bactérias). O tratamento da vaginose bacteriana visa restaurar o equilíbrio da flora vaginal e aliviar os sintomas. Os regimes mais comuns incluem metronidazol oral ou tópico, ou clindamicina tópica. É importante orientar a paciente sobre a natureza da condição e a importância da adesão ao tratamento. A VB não é considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, e o tratamento do parceiro masculino geralmente não é indicado, a menos que haja recorrências frequentes ou em situações específicas.
Os sintomas mais comuns da vaginose bacteriana incluem corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, com odor desagradável, frequentemente descrito como 'cheiro de peixe', que piora após o coito e durante a menstruação. Geralmente, não há prurido ou ardor.
O diagnóstico é feito pelos critérios de Amsel, que incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH); e presença de 'clue cells' (células-chave) no exame microscópico. São necessários pelo menos três dos quatro critérios.
A vaginose bacteriana cursa com corrimento homogêneo, odor fétido e pH elevado, sem inflamação. A candidíase vaginal, por outro lado, apresenta corrimento espesso, branco e grumoso (aspecto de 'leite coalhado'), prurido intenso, eritema e pH vaginal geralmente normal.
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