IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Dentre agravos do trato reprodutivo inferior, destacam-se as vulvovaginites e as vaginoses. Sobre essas condições é correto afirmar que a/as
Vaginite inflamatória descamativa = forma rara e severa de vaginite purulenta crônica, com descamação epitelial e infiltrado inflamatório.
A vaginite inflamatória descamativa (VID) é uma condição crônica e rara, caracterizada por uma inflamação intensa da vagina, com descamação de células epiteliais parabasais, secreção purulenta e pH vaginal elevado. Diferencia-se de outras vaginites pela sua etiologia não infecciosa primária e pela resposta a corticosteroides.
As vulvovaginites e vaginoses representam queixas extremamente frequentes nos consultórios ginecológicos, sendo responsáveis por uma parcela significativa dos motivos de consulta. Embora a vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase sejam as mais comuns, é crucial reconhecer condições menos frequentes, mas clinicamente importantes, como a vaginite inflamatória descamativa (VID). A vaginite inflamatória descamativa é uma forma rara, mas severa, de vaginite purulenta crônica. Sua fisiopatologia não é completamente compreendida, mas envolve uma resposta inflamatória exacerbada na mucosa vaginal, levando à descamação de células epiteliais e à presença de grande quantidade de leucócitos. Diferente da vaginose bacteriana, que é uma disbiose sem inflamação, a VID é caracterizada por um processo inflamatório ativo. O diagnóstico da VID é baseado nos achados clínicos (secreção purulenta, eritema, dor) e microscópicos (pH elevado, leucócitos abundantes, células parabasais, ausência de patógenos comuns). O tratamento difere das infecções comuns, focando na redução da inflamação com corticosteroides tópicos, e não em antibióticos ou antifúngicos. O reconhecimento correto é fundamental para evitar tratamentos inadequados e melhorar a qualidade de vida da paciente.
Clinicamente, a VID apresenta secreção vaginal purulenta abundante, eritema e dor. Laboratorialmente, observa-se pH vaginal elevado (>5), grande quantidade de leucócitos polimorfonucleares, células parabasais descamadas e ausência de patógenos comuns.
O tratamento de primeira linha para a VID é a aplicação tópica de corticosteroides, como clindamicina creme vaginal ou hidrocortisona, para reduzir a inflamação e os sintomas. Em casos refratários, pode-se considerar corticosteroides sistêmicos.
A VID cursa com inflamação intensa, secreção purulenta, pH >5 e presença de células parabasais e leucócitos, sem patógenos específicos. A vaginose bacteriana é uma disbiose, com ausência de inflamação, pH >4.5, presença de clue cells, teste de aminas positivo e redução de Lactobacillus.
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