Vaginite Atrófica Pós-Menopausa: Diagnóstico e Tratamento

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 62 anos, menopausa há 8 anos, sem uso de terapia hormonal apresenta queixa de corrimento em pequena quantidade, acinzentado, com odor pronunciado e os seguintes achados: - pH vaginal 6,0; - teste de hidróxido de potássio positivo; ausência de ""clue cells"" (esfregaço vaginal); - presença de células basais em grande quantidade (esfregaço vaginal). Qual é o tratamento tópico vaginal mais adequado?

Alternativas

  1. A) Clotrimazol.
  2. B) Metronidazol.
  3. C) Gestrinona.
  4. D) Estrogênio.
  5. E) Vaselina

Pérola Clínica

Menopausa + pH vaginal > 5 + células basais + ausência clue cells → Vaginite Atrófica = Estrogênio tópico.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa, sintomas vaginais como corrimento e odor, associados a pH vaginal elevado e presença de células basais sem 'clue cells', sugerem vaginite atrófica. O tratamento de escolha é o estrogênio tópico, que restaura a saúde do epitélio vaginal.

Contexto Educacional

A vaginite atrófica, também conhecida como síndrome geniturinária da menopausa, é uma condição comum que afeta mulheres na pós-menopausa devido à diminuição dos níveis de estrogênio. Sua prevalência aumenta com a idade e impacta significativamente a qualidade de vida, sendo crucial para o residente reconhecer e tratar adequadamente. A fisiopatologia envolve o afinamento do epitélio vaginal, perda de rugosidade, diminuição da vascularização e redução da produção de glicogênio, o que altera a microbiota vaginal e eleva o pH. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como palidez e ressecamento da mucosa, e confirmado por pH vaginal elevado (>5) e esfregaço mostrando células basais e parabasais, com ausência de 'clue cells'. O tratamento de primeira linha é o estrogênio tópico vaginal, disponível em cremes, óvulos ou anéis. Ele age localmente para restaurar a saúde do tecido vaginal, aliviando os sintomas de forma eficaz e com mínima absorção sistêmica, sendo seguro para a maioria das pacientes. É importante diferenciar de outras causas de corrimento, como infecções, para evitar tratamentos inadequados.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da vaginite atrófica na pós-menopausa?

Os sintomas incluem secura vaginal, dispareunia, prurido, queimação, corrimento vaginal e disúria. São causados pela diminuição dos níveis de estrogênio, que leva ao afinamento e ressecamento da mucosa vaginal.

Como diferenciar vaginite atrófica de vaginose bacteriana?

A vaginite atrófica apresenta pH vaginal > 5, teste de KOH positivo e ausência de 'clue cells', com presença de células basais e parabasais. A vaginose bacteriana, por outro lado, tipicamente tem pH < 4,5 e presença de 'clue cells' no esfregaço.

Qual a importância do estrogênio tópico no tratamento da vaginite atrófica?

O estrogênio tópico restaura a espessura e a elasticidade do epitélio vaginal, melhora a lubrificação, normaliza o pH e alivia os sintomas de forma eficaz. Sua absorção sistêmica é mínima, tornando-o uma opção segura para a maioria das pacientes.

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