Vaginite Aeróbica: Etiologia e Diagnóstico Diferencial

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025

Enunciado

Em relação às vulvovaginites:

Alternativas

  1. A) A vaginite aeróbica é diagnosticada pela coloração de Gram e dosagem de interleucina B diminuída.
  2. B) A vaginite atrófica ocorre com frequência em mulheres que fazem antibioticoprofilaxia para infecção urinária.
  3. C) O tratamento da vaginose bacteriana é realizado com ampicilina via oral e corticoide via vaginal por 7 dias.
  4. D) A vaginite atrófica acomete puérperas e usuárias de contraceptivos hormonais e é tratada com progesterona natural por pelo menos 30 dias.
  5. E) Os agentes etiológicos mais comuns da vaginite aeróbica são Escherichia coli, Staphilococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Enterococcus faecalis.

Pérola Clínica

Vaginite aeróbica = causada por E. coli, S. aureus, S. agalactiae, E. faecalis.

Resumo-Chave

A vaginite aeróbica é uma infecção vaginal caracterizada pela presença de bactérias entéricas e cutâneas, como E. coli e S. aureus, e se diferencia da vaginose bacteriana pela ausência de anaeróbios e pela resposta inflamatória mais intensa.

Contexto Educacional

As vulvovaginites representam um grupo comum de condições ginecológicas que causam desconforto significativo às mulheres. É crucial para residentes e profissionais de saúde diferenciar os tipos de vaginites para um tratamento eficaz. A vaginite aeróbica é uma entidade distinta, caracterizada pela presença de bactérias aeróbias entéricas e cutâneas, como Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Enterococcus faecalis. Ao contrário da vaginose bacteriana, que é uma disbiose com predomínio de anaeróbios e ausência de inflamação, a vaginite aeróbica cursa com uma resposta inflamatória intensa, manifestada por leucócitos no esfregaço vaginal e pH elevado. O diagnóstico da vaginite aeróbica é primariamente clínico e laboratorial, com a coloração de Gram sendo essencial para identificar o perfil bacteriano e a presença de inflamação. A dosagem de interleucina B diminuída não é um critério diagnóstico padrão. A vaginite atrófica, por sua vez, é uma condição associada à deficiência de estrogênio, comum em mulheres pós-menopausa, e não em puérperas ou usuárias de contraceptivos hormonais, sendo tratada com estrogênio tópico. O tratamento da vaginose bacteriana é feito com metronidazol ou clindamicina, e não com ampicilina e corticoide. Para residentes, a compreensão das características etiológicas, clínicas e laboratoriais de cada tipo de vulvovaginite é vital para o diagnóstico diferencial e a escolha da terapia adequada, evitando tratamentos ineficazes e o desenvolvimento de resistência antimicrobiana.

Perguntas Frequentes

Como a vaginite aeróbica é diagnosticada?

O diagnóstico da vaginite aeróbica é feito pela coloração de Gram do esfregaço vaginal, que mostra um predomínio de cocos Gram-positivos ou bacilos Gram-negativos, leucócitos polimorfonucleares e células parabasais, além de um pH vaginal geralmente acima de 5,0.

Qual a diferença entre vaginite aeróbica e vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana é uma disbiose com predomínio de bactérias anaeróbias e ausência de inflamação, enquanto a vaginite aeróbica é uma infecção com predomínio de bactérias aeróbias entéricas e cutâneas, acompanhada de uma resposta inflamatória significativa.

Qual o tratamento para a vaginite atrófica?

A vaginite atrófica é tratada principalmente com estrogênio tópico vaginal, que restaura a mucosa vaginal, alivia a secura, coceira e dispareunia. Não é tratada com progesterona e não é comum em puérperas ou usuárias de contraceptivos hormonais.

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