HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
O parto vaginal assistido, seja com vácuo extrator ou com fórceps, é uma habilidade importante no manejo do segundo período do trabalho de parto. Cada trabalho de parto é um evento dinâmico, que pode requerer um parto vaginal assistido de emergência. Neste cenário, o uso de vácuo extrator, por sua facilidade de aplicação, menor necessidade de treinamento contínuo, e vantagens quanto a menores lesões perineais maternas, tem sido o instrumento preferido. Em 21 de maio de 1988 o FDA publicou uma recomendação de cuidado a todos os profissionais de saúde que fazem o parto vaginal assistido pelo vácuo, devido a uma complicação potencialmente mortal, que é caracterizado por:
Vácuo extrator → complicação grave: Hematoma subgaleal.
O vácuo extrator é uma ferramenta útil no parto vaginal assistido, mas pode causar complicações graves. O hematoma subgaleal é uma delas, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre a aponeurose epicraniana e o periósteo, podendo levar a choque hipovolêmico e morte.
O parto vaginal assistido, seja por fórceps ou vácuo extrator, é uma intervenção importante no segundo período do trabalho de parto quando há falha na progressão, sofrimento fetal ou exaustão materna. O vácuo extrator, em particular, tem ganhado preferência devido à sua relativa facilidade de aplicação e menor risco de lesões perineais maternas em comparação com o fórceps. No entanto, seu uso não é isento de riscos e pode levar a complicações fetais graves, sendo um tópico de grande relevância clínica e para exames de residência. Uma das complicações mais sérias e potencialmente fatais associadas ao uso do vácuo extrator é o hematoma subgaleal. Este é um acúmulo de sangue no espaço potencial entre a aponeurose epicraniana e o periósteo do crânio. Diferente do cefalohematoma, que é limitado pelas suturas cranianas e geralmente benigno, o hematoma subgaleal pode se estender por toda a calota craniana, acumulando grandes volumes de sangue (até 260 mL ou mais), o que pode levar rapidamente a anemia, choque hipovolêmico e, consequentemente, a óbito neonatal se não for prontamente reconhecido e tratado. Para residentes, é crucial estar ciente dos riscos e benefícios do vácuo extrator, saber identificar precocemente os sinais de um hematoma subgaleal e iniciar o manejo adequado. A vigilância pós-parto para sinais de sangramento, a monitorização da circunferência cefálica e dos sinais vitais do recém-nascido, bem como a disponibilidade de recursos para transfusão sanguínea, são essenciais para a segurança do paciente e para a prática obstétrica segura.
O cefalohematoma é um acúmulo de sangue subperiósteo, limitado pelas suturas cranianas, geralmente resolvendo-se espontaneamente. O hematoma subgaleal é um acúmulo de sangue entre a aponeurose epicraniana e o periósteo, podendo se estender por toda a calota craniana e não respeitar as suturas, com risco de grandes perdas sanguíneas.
O espaço subgaleal pode acumular grandes volumes de sangue (até 260 mL ou mais), levando a uma perda sanguínea significativa que pode resultar em anemia grave, choque hipovolêmico e, em casos extremos, óbito fetal ou neonatal, devido à hipovolemia e coagulopatia.
Os sinais incluem aumento progressivo da circunferência cefálica, inchaço difuso e flutuante do couro cabeludo que pode ultrapassar as linhas de sutura, palidez, taquicardia, hipotensão e outros sinais de choque hipovolêmico. A icterícia também pode se desenvolver devido à reabsorção do sangue.
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