Vacinação em Síndrome Nefrótica: Guia para Imunossuprimidos

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

Nayara, sete anos, 25 kg, portadora de Síndrome Nefrótica, em uso de Prednisona oral 50 mg/dia, perdeu o cartão vacinal e precisa atualizá-lo. Não tem cicatriz de BCG visível. Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Aplicar vacina BCG pelo risco maior de desenvolver tuberculose.
  2. B) Aplicar tríplice bacteriana e tríplice viral a qualquer momento da terapia.
  3. C) Aplicar todas as vacinas, pois o uso de corticoide nessa dosagem não é contraindicação.
  4. D) Não aplicar tetraviral e febre amarela até interromper o tratamento por pelo menos um mês.
  5. E) Nenhuma das anteriores está correta.

Pérola Clínica

Corticoide imunossupressor (Prednisona > 2mg/kg/dia) → CONTRAINDICA vacinas vivas (BCG, SCR, FA, Varicela) por ≥ 1 mês pós-interrupção.

Resumo-Chave

Pacientes em uso de corticosteroides em doses imunossupressoras (como Prednisona 2 mg/kg/dia ou mais por > 14 dias) têm contraindicação para vacinas vivas atenuadas (ex: BCG, tríplice viral, febre amarela, varicela). É necessário aguardar pelo menos um mês após a interrupção da terapia imunossupressora para aplicar essas vacinas.

Contexto Educacional

A vacinação em pacientes com síndrome nefrótica em uso de corticosteroides requer atenção especial devido ao estado de imunossupressão. A Prednisona em doses de 2 mg/kg/dia ou mais (ou 20 mg/dia para crianças > 10 kg) por mais de 14 dias é considerada uma dose imunossupressora. Nesses casos, as vacinas vivas atenuadas são contraindicadas devido ao risco de infecção disseminada pelo agente vacinal. As vacinas vivas incluem BCG, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola - SCR), tetraviral (SCR + varicela), febre amarela e rotavírus. Para essas vacinas, é necessário aguardar pelo menos um mês após a interrupção da terapia imunossupressora para que a resposta imune seja adequada e segura. Vacinas inativadas (como tríplice bacteriana, influenza, pneumocócica, hepatite B) podem ser administradas, embora a resposta imune possa ser subótima. A ausência de cicatriz de BCG não implica a necessidade de revacinação imediata em um paciente imunossuprimido, pois a contraindicação do corticoide prevalece. É fundamental que residentes e profissionais de saúde conheçam essas diretrizes para garantir a segurança e a eficácia do esquema vacinal em pacientes pediátricos com condições crônicas.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são contraindicadas em pacientes imunossuprimidos por corticoides?

Vacinas vivas atenuadas, como BCG, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), tetraviral (SCR + varicela), febre amarela e rotavírus, são contraindicadas em pacientes recebendo doses imunossupressoras de corticosteroides.

Qual a dose de corticoide considerada imunossupressora para vacinação?

Uma dose de Prednisona de 2 mg/kg/dia ou mais (ou 20 mg/dia para crianças > 10 kg) por mais de 14 dias é geralmente considerada imunossupressora e contraindica vacinas vivas.

Quanto tempo após a interrupção do corticoide posso aplicar vacinas vivas?

Após a interrupção da terapia imunossupressora com corticosteroides, é recomendado aguardar pelo menos um mês antes de administrar vacinas vivas atenuadas para garantir a segurança e a eficácia da imunização.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo