SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova vacina contra a Dengue, e esta promove prevenção contra qualquer um dos quatro sorotipos do vírus. O calendário vacinal da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o seu uso. Esta vacina é composta pela plataforma de vacinas de vírus vivos atenuados, e sua aplicação foi autorizada em crianças a partir dos 4 anos de idade. Dentre as vacinas abaixo, assinale a alternativa que indica aquela que diverge, em relação à sua plataforma, da vacina contra a Dengue.
Vacinas de vírus vivos atenuados incluem Dengue, Varicela, Febre Amarela, SCR e Rotavírus; Hepatite A é de vírus inativado.
As vacinas são desenvolvidas em diferentes plataformas tecnológicas. A vacina contra a Dengue (Qdenga), assim como as vacinas para Varicela, Febre Amarela, Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR) e Rotavírus, utilizam vírus vivos atenuados. A vacina contra a Hepatite A, por outro lado, é produzida a partir de vírus inativados, o que a diferencia das demais listadas.
As vacinas representam uma das maiores conquistas da medicina, e seu desenvolvimento se baseia em diversas plataformas tecnológicas. Compreender essas plataformas é fundamental para a prática clínica, especialmente para residentes. As vacinas de vírus vivos atenuados utilizam uma versão enfraquecida do patógeno, que é capaz de se replicar no organismo, induzindo uma resposta imune robusta e duradoura, muito semelhante àquela gerada pela infecção natural. Exemplos clássicos incluem as vacinas contra Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR), Varicela, Febre Amarela, Rotavírus e, mais recentemente, a nova vacina contra a Dengue (Qdenga). Em contraste, as vacinas de vírus inativados contêm o patógeno que foi morto por métodos químicos ou físicos, ou apenas partes dele. Elas não são capazes de se replicar no organismo e, por isso, geralmente exigem múltiplas doses e reforços para manter a imunidade. A resposta imune tende a ser mais humoral (produção de anticorpos) e menos celular do que a induzida por vacinas vivas. A vacina contra a Hepatite A é um exemplo proeminente de vacina de vírus inativado. Outros exemplos incluem a vacina inativada contra a poliomielite (VIP) e a vacina contra a gripe. A distinção entre essas plataformas é crucial para a segurança e eficácia da vacinação. Vacinas de vírus vivos atenuados são geralmente contraindicadas em pacientes imunocomprometidos e gestantes devido ao risco teórico de replicação viral descontrolada. As vacinas inativadas, por serem mais seguras nesse grupo, são frequentemente a opção preferencial. Portanto, a capacidade de identificar a plataforma de cada vacina é um conhecimento essencial para a tomada de decisões clínicas e para a compreensão do calendário vacinal.
As vacinas de vírus vivos atenuados contêm uma forma enfraquecida do vírus, que replica no organismo sem causar doença grave, induzindo uma resposta imune robusta e duradoura, semelhante à infecção natural. Geralmente, uma ou duas doses são suficientes para proteção vitalícia.
As vacinas de vírus inativados contêm vírus mortos ou fragmentos virais, incapazes de replicar. Elas induzem uma resposta imune menos intensa e duradoura, geralmente exigindo múltiplas doses e reforços para manter a proteção. São mais seguras para imunocomprometidos.
As principais contraindicações incluem imunodeficiência primária ou secundária (ex: HIV avançado, uso de imunossupressores), gravidez e, em alguns casos, alergia grave a componentes da vacina. A avaliação individual é sempre necessária.
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