UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Você está de plantão no hospital e é dia de campanha nacional de vacinação, para crianças de 6 meses a 5 anos, contra pólio e sarampo. Na enfermaria, estão crianças oncológicas em tratamento, a enfermeira quer saber se pode vaciná-las, a indicação nesse caso é:
Pacientes oncológicos em tratamento (imunocomprometidos) NÃO devem receber vacinas de vírus vivos atenuados (ex: VOP, SCR).
Vacinas de vírus vivos atenuados, como a vacina oral contra pólio (VOP) e a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola - SCR), são contraindicadas em pacientes imunocomprometidos, incluindo crianças oncológicas em tratamento, devido ao risco de infecção disseminada pela cepa vacinal.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas a segurança e a eficácia das vacinas em populações especiais, como pacientes oncológicos, exigem considerações cuidadosas. Crianças em tratamento para câncer são frequentemente imunocomprometidas devido à doença em si e aos efeitos da quimioterapia, radioterapia ou outras terapias imunossupressoras. Nesses pacientes, as vacinas são classificadas em dois grupos principais: as de vírus vivos atenuados e as inativadas (ou de subunidades/toxoides). As vacinas de vírus vivos atenuados, como a vacina oral contra poliomielite (VOP), a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola - SCR) e a vacina contra varicela, são geralmente contraindicadas em pacientes imunocomprometidos. Isso ocorre porque a cepa vacinal, embora atenuada, pode se replicar e causar doença grave ou disseminada em um hospedeiro com deficiência imunológica. Por outro lado, as vacinas inativadas, que não contêm vírus vivos, são consideradas seguras para pacientes imunocomprometidos, embora a resposta imune possa ser subótima. Exemplos incluem as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche (DTPa), Haemophilus influenzae tipo B (Hib), hepatite B, influenza (inativada) e a vacina inativada contra poliomielite (VIP). A decisão de vacinar e o esquema a ser seguido devem ser individualizados, considerando o tipo de câncer, o tratamento, o grau de imunossupressão e o risco de exposição a doenças infecciosas, sempre sob supervisão da equipe oncológica.
Vacinas de vírus vivos atenuados, como a vacina oral contra poliomielite (VOP), tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola - SCR) e varicela, são contraindicadas devido ao risco de infecção disseminada.
Em pacientes com sistema imunológico enfraquecido, as cepas atenuadas dos vírus vacinais podem se replicar de forma descontrolada, causando doença grave ou disseminada, em vez de induzir uma resposta imune protetora.
A reavaliação do esquema vacinal e a administração de vacinas (incluindo as de vírus vivos) devem ser feitas após um período de recuperação imunológica, geralmente 3 a 6 meses após o término da quimioterapia, sob orientação médica especializada.
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