Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do con- tato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja in- fectada. A vacina seria um recurso importante para prevenir essas infecções.Existe vacina contra a seguinte IST:
Hepatite B e HPV são as duas principais ISTs para as quais existem vacinas eficazes e disponíveis no calendário de imunização.
A vacinação é uma estratégia de prevenção primária fundamental contra ISTs virais com potencial oncogênico, como a Hepatite B (associada ao hepatocarcinoma) e o HPV (associado ao câncer de colo de útero e outros). A imunização previne a infecção crônica e suas graves complicações a longo prazo.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) representam um grave problema de saúde pública global. Embora a prevenção primária se baseie amplamente no uso de preservativos e na educação em saúde, a imunização é uma ferramenta poderosa contra agentes específicos. Atualmente, duas ISTs de grande relevância clínica são preveníveis por vacinas: a Hepatite B e a infecção pelo HPV. A vacina contra o vírus da Hepatite B (VHB) é uma das mais bem-sucedidas da história da medicina. Ela é composta por antígeno de superfície do vírus (HBsAg) recombinante e previne a infecção aguda e, consequentemente, a cronificação, que é o principal fator de risco para o desenvolvimento de cirrose e carcinoma hepatocelular. A vacina é oferecida universalmente no PNI, desde o nascimento. Similarmente, a vacina contra o HPV protege contra os principais tipos de vírus associados ao câncer de colo de útero, vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe, além das verrugas genitais. Para outras ISTs bacterianas como sífilis e gonorreia, ou virais como HIV e herpes, ainda não existem vacinas eficazes disponíveis, reforçando a importância das outras medidas preventivas.
No Brasil, as duas ISTs para as quais existem vacinas disponíveis no sistema público de saúde são a Hepatite B e a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).
O esquema padrão para adultos não vacinados ou com esquema incompleto é de três doses, com os intervalos de 0, 1 e 6 meses entre as aplicações para garantir a imunidade adequada.
A pesquisa por vacinas contra o HIV é intensa e contínua, mas ainda não há uma vacina eficaz disponível. Para a sífilis, também não existe vacina, e a prevenção depende do uso de preservativos e do diagnóstico e tratamento precoces.
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