PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
As vacinas foram inicialmente desenvolvidas contra infecções muito graves com grande morbimortalidade por doença aguda. Como as doenças não transmissíveis, incluindo o câncer, se tornaram as causas mais frequentes de morte nos países industrializados e em alguns países em desenvolvimento, as vacinas também estão sendo usadas para evitá-las quando os agentes infecciosos estão envolvidos na carcinogênese. São exemplos de vacinas que LEVAM SECUNDARIAMENTE À PROTEÇÃO contra o câncer:
Vacinas contra Hepatite B e HPV → prevenção secundária de câncer associado a agentes infecciosos.
Algumas vacinas, ao prevenir infecções por agentes como o vírus da hepatite B e o HPV, atuam indiretamente na prevenção de cânceres específicos, como o hepatocarcinoma e o câncer de colo de útero, respectivamente. Este é um exemplo de prevenção secundária de neoplasias.
As vacinas representam um dos maiores avanços da medicina, inicialmente focadas em doenças infecciosas agudas. No entanto, seu papel se expandiu para a prevenção de doenças não transmissíveis, como o câncer, quando há um agente infeccioso envolvido na sua etiologia. Este conceito é crucial para entender a amplitude da imunização. A carcinogênese associada a agentes infecciosos é um campo importante da oncologia. Vírus como o HPV e o HBV são conhecidos por induzir transformações celulares que podem levar ao câncer. A vacinação contra esses agentes impede a infecção inicial, quebrando a cadeia de eventos que culminaria na formação do tumor. A compreensão da prevenção secundária do câncer através da vacinação é fundamental para a saúde pública e para a prática clínica. Residentes devem estar cientes das indicações e do impacto dessas vacinas na redução da morbimortalidade por câncer, reforçando a importância dos programas de imunização.
As vacinas contra o vírus da hepatite B e o papilomavírus humano (HPV) são exemplos de vacinas que previnem infecções que podem levar ao desenvolvimento de câncer, como hepatocarcinoma e câncer de colo de útero, respectivamente.
A vacina contra HPV previne a infecção pelas cepas de alto risco do vírus, que são as principais causas de câncer de colo de útero, ânus, orofaringe e outros cânceres anogenitais. Ao evitar a infecção, ela impede o processo de carcinogênese.
A vacina contra Hepatite B previne a infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV). A infecção crônica por HBV é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de cirrose e hepatocarcinoma, portanto, a vacinação impede essa progressão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo