PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Criança com imunodeficiência primária não pode receber as vacinas:
Imunodeficiência primária → contraindicação absoluta para vacinas atenuadas vivas (BCG, Rotavírus, Tríplice Viral, Pólio Oral, Febre Amarela, Varicela).
Pacientes com imunodeficiência primária não devem receber vacinas atenuadas vivas devido ao risco de infecção disseminada pela cepa vacinal. É crucial identificar o status imunológico antes da vacinação para evitar complicações graves e garantir a segurança do paciente.
A vacinação em pacientes com imunodeficiência primária (IDP) é um tópico crítico na pediatria e imunologia, exigindo conhecimento aprofundado para evitar complicações graves. As IDPs são um grupo heterogêneo de doenças genéticas que afetam componentes do sistema imunológico, tornando os indivíduos suscetíveis a infecções. A decisão sobre quais vacinas administrar deve ser individualizada, considerando o tipo e a gravidade da imunodeficiência, bem como o risco de exposição a patógenos específicos. O manejo adequado da vacinação é fundamental para proteger esses pacientes, que já possuem uma defesa comprometida contra infecções. A principal regra é a contraindicação absoluta de vacinas atenuadas vivas em pacientes com IDP, devido ao risco de infecção disseminada pela cepa vacinal. Isso inclui vacinas como BCG, Rotavírus, Tríplice Viral, Pólio Oral (Sabin), Febre Amarela e Varicela. A fisiopatologia reside na incapacidade do sistema imune do paciente de montar uma resposta eficaz para conter a replicação do vírus ou bactéria atenuada, transformando a vacina em uma fonte de infecção. A suspeita de IDP deve levar a uma avaliação imunológica completa antes de qualquer vacinação com agentes vivos. Em contraste, as vacinas inativadas ou de subunidades são geralmente seguras e recomendadas para pacientes com IDP, pois não contêm microrganismos vivos e, portanto, não representam risco de infecção. O tratamento e o prognóstico desses pacientes dependem da IDP específica, mas a vacinação com agentes inativados é uma estratégia vital para reduzir a morbidade e mortalidade por infecções preveníveis. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dessas diretrizes para garantir a segurança e a saúde de seus pacientes imunocomprometidos.
Os principais tipos de vacinas contraindicadas são as vacinas atenuadas vivas, que contêm microrganismos vivos enfraquecidos. Exemplos incluem BCG, Rotavírus, Tríplice Viral (sarampo, caxumba, rubéola), Pólio Oral (Sabin), Febre Amarela e Varicela.
Elas são contraindicadas porque o sistema imunológico comprometido do paciente pode não ser capaz de controlar a replicação do microrganismo vacinal atenuado, levando a uma infecção disseminada e doença grave, em vez de uma resposta imune protetora.
Vacinas inativadas (mortas) ou de subunidades são geralmente seguras e recomendadas para pacientes imunocomprometidos, como as vacinas contra Pneumococo, Haemophilus influenzae tipo b, Hepatite A e B, Influenza (gripe), Tétano, Difteria e Coqueluche acelular.
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