HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2019
Nas afirmativas abaixo, marque a opção verdadeira. (Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação – Ministério da Saúde, 2014.).
Vacina FA em lactante < 6m → suspender amamentação por 10 dias, ordenhar e desprezar leite.
As diretrizes de vacinação, especialmente para vacinas de vírus vivos como sarampo e febre amarela, possuem particularidades importantes em situações de risco (epidemias), imunossupressão (corticoides) e amamentação, que devem ser rigorosamente seguidas para garantir a segurança e eficácia.
O Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde é um guia essencial para profissionais de saúde, detalhando as indicações, contraindicações e esquemas vacinais. A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas exige conhecimento aprofundado das particularidades para garantir a segurança e a máxima proteção. Em situações especiais, as recomendações podem diferir do calendário básico. Por exemplo, a vacina contra o sarampo (componente da tríplice viral) pode ser antecipada para 6 meses de idade em contextos de epidemia, funcionando como uma dose extra. Para a coqueluche, a vacina DTP (ou dTpa) é crucial no bloqueio, e a quimioprofilaxia com macrolídeos, como a azitromicina, é indicada para contatos íntimos a fim de conter a transmissão. A vacina da febre amarela, por ser de vírus vivo atenuado, possui contraindicações importantes, como o uso de corticoides em doses imunossupressoras (ex: prednisona ≥ 2 mg/kg/dia por mais de 14 dias). Em relação à amamentação, a vacinação da mãe deve ser avaliada cuidadosamente. Se a mãe precisar ser vacinada e o lactente tiver menos de 6 meses, a amamentação deve ser temporariamente suspensa por 10 dias, com ordenha e descarte do leite, devido ao risco teórico de transmissão viral. Após os 6 meses, a vacinação materna é geralmente segura sem interrupção do aleitamento.
A vacina tríplice viral pode ser administrada a partir dos 6 meses de idade em situações de risco elevado, como surtos epidêmicos ou viagens para áreas de alta endemicidade, sendo considerada uma dose extra que não substitui as doses do calendário regular.
A quimioprofilaxia para contatos íntimos de coqueluche é realizada com antibióticos macrolídeos, sendo a azitromicina uma das opções preferenciais, para prevenir a disseminação da doença.
Se a vacinação for indispensável em lactantes com bebês < 6 meses, a amamentação deve ser suspensa por 10 dias após a vacina, com ordenha e descarte do leite. Após os 6 meses do lactente, a vacinação materna é geralmente segura sem interrupção do aleitamento.
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