Vacinação em Síndrome Nefrótica: Guia para Imunossuprimidos

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022

Enunciado

J.R.M, sexo feminino, 4 anos, faz tratamento para Síndrome nefrótica desde os 2 anos de idade. Atualmente ela está em uso de Ciclosporina diariamente .Internou 2 vezes por descompensação no ano passado, 1 vez com pneumonia e outra vez com peritonite bacteriana espontânea. O calendário vacinal dela está bem desatualizado e não tinha tomado algumas vacinas mesmo antes de iniciar o tratamento da Síndrome nefrótica. Você, então, faz o encaminhamento para que ela receba as seguintes vacinas:

Alternativas

  1. A) Haemophilus, tríplice viral e Hepatite B. 
  2. B) Pneumo-23, varicela e pólio oral. 
  3. C) Pneumo-13 , pólio oral e influenza. 
  4. D) Pneumo 13, influenza e Hepatite B.

Pérola Clínica

Criança com Síndrome Nefrótica em imunossupressão → Priorizar vacinas inativadas: Pneumo 13, Influenza, Hepatite B.

Resumo-Chave

Pacientes com síndrome nefrótica, especialmente em uso de imunossupressores como ciclosporina, apresentam risco aumentado de infecções. A vacinação é crucial, mas deve-se priorizar vacinas inativadas e evitar vacinas vivas atenuadas durante períodos de imunossupressão intensa. A vacina pneumocócica é fundamental devido ao risco de infecções encapsuladas.

Contexto Educacional

A Síndrome Nefrótica (SN) é uma doença renal crônica caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. O tratamento frequentemente envolve corticosteroides e outros imunossupressores, como a ciclosporina, que aumentam o risco de infecções. A vacinação é uma estratégia fundamental para prevenir morbidade e mortalidade nesses pacientes, mas exige um calendário adaptado. Residentes devem estar cientes das particularidades da imunização nesse grupo. A imunossupressão na SN compromete a resposta imune, tornando os pacientes vulneráveis a infecções graves, incluindo pneumonia e peritonite bacteriana espontânea, frequentemente causadas por bactérias encapsuladas. A perda de imunoglobulinas na urina também contribui para essa suscetibilidade. Portanto, a vacinação com agentes inativados é prioritária. Vacinas vivas atenuadas, como sarampo, caxumba, rubéola (tríplice viral) e varicela, devem ser evitadas durante a imunossupressão ativa e só podem ser consideradas após a suspensão ou redução significativa da terapia imunossupressora, com avaliação individualizada. As vacinas essenciais para crianças com SN em imunossupressão incluem a vacina pneumocócica conjugada (Pneumo 13), que protege contra infecções invasivas por Streptococcus pneumoniae; a vacina influenza anual, devido ao alto risco de complicações respiratórias; e a vacina contra Hepatite B, pois esses pacientes podem necessitar de transfusões sanguíneas ou procedimentos invasivos. É crucial revisar o histórico vacinal e atualizar o esquema de acordo com as diretrizes para imunocomprometidos, sempre priorizando a segurança e eficácia.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são contraindicadas para crianças com síndrome nefrótica em imunossupressão?

Vacinas vivas atenuadas, como a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), varicela e pólio oral, são geralmente contraindicadas durante períodos de imunossupressão intensa devido ao risco de replicação viral e doença vacinal.

Por que a vacina pneumocócica é tão importante na síndrome nefrótica?

Pacientes com síndrome nefrótica têm maior risco de infecções por bactérias encapsuladas, como o Streptococcus pneumoniae, devido à perda de imunoglobulinas na urina e à imunossupressão. A vacina pneumocócica, especialmente a conjugada (Pneumo 13), oferece proteção essencial.

Quando a vacina influenza deve ser administrada em pacientes com síndrome nefrótica?

A vacina influenza deve ser administrada anualmente, preferencialmente antes do início da temporada de gripe, para proteger contra as cepas circulantes. É uma vacina inativada e segura para pacientes imunocomprometidos.

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