Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Um dos maiores destaques do Programa Nacional de Imunizações em nosso país é a existência dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, os CRIE, centros constituídos de infraestrutura e logística específicas, destinados ao atendimento de indivíduos portadores de quadros clínicos especiais.De acordo com as orientações mais atuais para a vacinação de uma criança com Síndrome de Down, sem cardiopatia, qual estratégia é recomendada?
Criança com Síndrome de Down (sem cardiopatia) → Vacina pneumocócica 10v conjugada + 23v polissacarídica.
Crianças com Síndrome de Down, mesmo sem cardiopatia, são consideradas pacientes com condições clínicas especiais e, portanto, têm um esquema vacinal diferenciado para pneumococo, que inclui a vacina conjugada 10-valente seguida da polissacarídica 23-valente, conforme as diretrizes dos CRIE.
Os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) são fundamentais no Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro, oferecendo vacinas e esquemas diferenciados para indivíduos com condições clínicas especiais. A Síndrome de Down é uma dessas condições, e mesmo na ausência de cardiopatia, as crianças com essa síndrome são consideradas de risco aumentado para infecções, especialmente as respiratórias e otites, devido a particularidades imunológicas e anatômicas. Para a vacinação contra o pneumococo em crianças com Síndrome de Down, o esquema recomendado pelos CRIE difere do calendário básico. A estratégia envolve a utilização da vacina pneumocócica conjugada (PCV), geralmente a 10-valente (PCV10) ou 13-valente (PCV13) conforme disponibilidade e indicação específica, seguida pela vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (PPV23). A PCV é administrada no primeiro ano de vida, seguindo o esquema de doses e reforços, e a PPV23 é aplicada posteriormente, geralmente após os 2 anos de idade e com um intervalo mínimo da última dose da PCV. A combinação da vacina conjugada e polissacarídica visa proporcionar uma proteção mais abrangente e duradoura contra os sorotipos de Streptococcus pneumoniae. A vacina conjugada induz uma resposta imune mais robusta e memória imunológica, enquanto a polissacarídica amplia a cobertura de sorotipos. Residentes devem estar cientes dessas particularidades para garantir a imunização adequada e a proteção desses pacientes vulneráveis, consultando sempre as diretrizes atualizadas do PNI e dos CRIE.
Crianças com Síndrome de Down apresentam maior risco de infecções invasivas por pneumococo devido a alterações imunológicas e anatômicas, como hipotonia e disfunção ciliar, justificando um esquema vacinal ampliado.
A vacina conjugada (PCV10 ou PCV13) induz resposta imune T-dependente, gerando memória imunológica e protegendo contra doenças invasivas. A polissacarídica (PPV23) induz resposta T-independente, com menor memória, mas cobre mais sorotipos, sendo usada como reforço em grupos de risco.
Além do esquema pneumocócico, é crucial garantir a vacinação completa conforme o calendário básico, e considerar vacinas como a da gripe anualmente e, em alguns casos, a meningocócica ACWY, dependendo das comorbidades e orientações do CRIE.
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