Sarampo em Surto: Estratégias de Vacinação em Lactentes

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 6.640 casos de sarampo no Brasil até a 38a semana epidemiológica de 2019, sendo que inúmeros outros casos ainda estavam em investigação. Foram notificados seis óbitos, quatro em menores de 1 ano de idade e dois em adultos. Ações instituídas no enfrentamento deste surto a fim de interromper a transmissão do vírus do sarampo e reduzir as internações e os óbitos nos lactentes foram:

Alternativas

  1. A) Aplicar imunoglobulina específica contra o sarampo em crianças de zero a 11 meses e 29 dias de idade que tiveram contato com caso confirmado de sarampo e revacinar aos 15 meses de idade.
  2. B) Vacinar contra o sarampo as crianças de 12 meses e de 15 meses de idade e aplicar uma dose de reforço, para todas as crianças aos 4 anos de idade.
  3. C) Aplicar uma dose da vacina contra o sarampo em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias de idade e manter as doses da vacina aos 12 e 15 meses de idade.
  4. D) Vacinar com uma dose extra contra o sarampo, assim que a criança desmamar, se o desmame ocorrer antes do final do primeiro ano de vida, e revacinar aos 15 meses.
  5. E) Vacinar contra o sarampo as gestantes no terceiro trimestre da gestação ou, nos casos em que a mãe não tiver recebido a vacina, vacinar as crianças ao nascer e revacinar aos 12 meses.

Pérola Clínica

Em surtos de sarampo, lactentes de 6-11 meses recebem 'dose zero' da vacina, mantendo doses de 12 e 15 meses.

Resumo-Chave

Diante de um surto de sarampo, o Ministério da Saúde recomenda a 'dose zero' da vacina tríplice viral para lactentes de 6 a 11 meses e 29 dias. Esta dose adicional visa conferir proteção precoce aos mais vulneráveis, sem substituir as doses de rotina que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem globalmente, inclusive no Brasil, devido a falhas na cobertura vacinal. A doença é particularmente grave em lactentes e imunocomprometidos, podendo levar a complicações sérias como pneumonia, encefalite e óbito. Em situações de surto, as estratégias de saúde pública são intensificadas para conter a transmissão. Uma das principais ações é a antecipação da vacinação para lactentes. O esquema vacinal padrão prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses de idade. No entanto, em áreas de surto, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação de uma 'dose zero' da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa 'dose zero' confere uma proteção inicial e temporária, mas não é considerada parte do esquema vacinal de rotina. Portanto, a criança que a recebe ainda precisará das duas doses subsequentes aos 12 e 15 meses para garantir a imunidade completa e duradoura. Essa medida é crucial para proteger a população mais vulnerável e reduzir a morbimortalidade associada ao sarampo em contextos de alta circulação viral.

Perguntas Frequentes

O que é a 'dose zero' da vacina contra o sarampo e quando ela é indicada?

A 'dose zero' da vacina contra o sarampo é uma dose extra da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aplicada em lactentes de 6 a 11 meses e 29 dias de idade, exclusivamente em situações de surto ou risco elevado de sarampo. Ela visa conferir proteção precoce a essa faixa etária mais vulnerável.

A 'dose zero' substitui as doses de rotina da vacina contra o sarampo?

Não, a 'dose zero' não substitui as doses de rotina. O lactente que recebe a dose zero ainda deverá receber as duas doses do esquema vacinal padrão, que são aplicadas aos 12 meses (primeira dose) e aos 15 meses de idade (segunda dose), para garantir a imunidade completa e duradoura.

Qual a importância da vacinação precoce em lactentes durante um surto de sarampo?

Lactentes menores de 1 ano são particularmente vulneráveis a formas graves de sarampo, com maior risco de complicações e óbito. A vacinação precoce com a 'dose zero' em um cenário de surto visa proteger rapidamente essa população de alto risco, interrompendo a cadeia de transmissão e reduzindo a morbimortalidade.

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