Sarampo: Orientações Atuais de Vacinação e Bloqueio Pós-Exposição

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Desde 2017, o número de casos de sarampo no Brasil está aumentando. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as orientações atuais do Ministério da Saúde para a prevenção do sarampo.

Alternativas

  1. A) Crianças com uma dose de tríplice viral e que tiveram caxumba não necessitam realizar a segunda dose de tríplice viral.
  2. B) Nutriz susceptível não pode receber a vacina tríplice viral. Caso isso ocorra, deve ser suspensa a amamentação durante 30 dias.
  3. C) Pessoas com imunossupressão, comunicantes de sarampo, devem receber uma dose de imunoglobulina específica, com anticorpos específicos antissarampo.
  4. D) Pacientes entre 6 meses e 29 anos de idade, com uma dose de vacina tríplice viral, devem receber uma nova dose até 72 horas após o contato com o sarampo.
  5. E) Todas as crianças devem ser vacinadas entre 6 e 12 meses de idade, e essa dose será considerada a primeira dose do esquema vacinal da infância.

Pérola Clínica

Sarampo: após contato, vacinar 6m-29a com 1 dose de tríplice viral em até 72h para bloqueio.

Resumo-Chave

As orientações do Ministério da Saúde para o sarampo incluem o bloqueio vacinal pós-exposição. Pacientes entre 6 meses e 29 anos, com apenas uma dose da vacina tríplice viral, devem receber uma nova dose em até 72 horas após o contato com um caso de sarampo para aumentar a proteção e prevenir a doença.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha para o corpo. As complicações podem ser graves, incluindo pneumonia, encefalite e óbito, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A vacinação é a medida mais eficaz para a prevenção e controle da doença, sendo o Brasil um país com histórico de eliminação do sarampo, mas que tem enfrentado ressurgimentos devido à baixa cobertura vacinal. As orientações do Ministério da Saúde para a prevenção do sarampo são dinâmicas e adaptadas à situação epidemiológica. O esquema vacinal de rotina inclui a primeira dose da vacina tríplice viral (SCR) aos 12 meses e a segunda dose (reforço) aos 15 meses de idade. Em situações de surto ou viagens para áreas de alto risco, pode ser recomendada uma 'dose zero' para crianças de 6 a 11 meses, que não é contabilizada no esquema vacinal padrão. A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e imunossuprimidos. Para o bloqueio vacinal pós-exposição, a vacinação com a tríplice viral é recomendada para pessoas entre 6 meses e 29 anos de idade que tiveram contato com um caso de sarampo e que não possuem duas doses da vacina, devendo ser administrada em até 72 horas após o contato. Para imunossuprimidos comunicantes, a imunoglobulina humana é a conduta indicada. A nutriz susceptível pode receber a vacina tríplice viral, e a amamentação não precisa ser suspensa, pois não há evidências de risco para o bebê.

Perguntas Frequentes

Qual é o esquema vacinal de rotina para o sarampo no Brasil?

O esquema vacinal de rotina para o sarampo no Brasil consiste em duas doses da vacina tríplice viral (SCR): a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose (reforço) aos 15 meses de idade, que pode ser a tríplice viral ou a tetra viral (SCRV).

Quem deve receber a vacina tríplice viral após contato com sarampo?

Pessoas entre 6 meses e 29 anos de idade, que tenham recebido apenas uma dose da vacina tríplice viral, devem receber uma nova dose em até 72 horas após o contato com um caso de sarampo. Indivíduos não vacinados ou com esquema vacinal incompleto também devem ser vacinados.

Como é a conduta para imunossuprimidos que são comunicantes de sarampo?

Pessoas com imunossupressão que são comunicantes de sarampo não devem receber a vacina tríplice viral (que é atenuada). Nesses casos, a conduta é a administração de imunoglobulina humana específica, com anticorpos antissarampo, para conferir proteção passiva.

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