ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um recém-nascido de 21 dias, com idade gestacional de 32 semanas, peso de nascimento de 1.600 g, está internado na UTI neonatal com sépsis, em suporte ventilatório e hemodinâmico.A vacinação do paciente deve:
Prematuros hospitalizados devem ser vacinados na idade cronológica, exceto vacinas de vírus vivos, se imunocomprometidos.
A vacinação de prematuros deve seguir a idade cronológica, não a corrigida, com algumas exceções. Em ambiente hospitalar, especialmente na UTI neonatal e com sépsis, vacinas de vírus vivos são contraindicadas devido ao risco de infecção e à imunodeficiência transitória.
A vacinação de recém-nascidos prematuros é um pilar fundamental da saúde pública, visando protegê-los contra doenças infecciosas, às quais são particularmente vulneráveis devido à imaturidade do sistema imunológico e à menor transferência de anticorpos maternos. A regra geral é que a vacinação deve seguir a idade cronológica do bebê, ou seja, a idade desde o nascimento, e não a idade corrigida pela prematuridade. Isso garante que a proteção seja iniciada o mais cedo possível. Existem algumas exceções e considerações especiais. A vacina BCG, por exemplo, pode ter um requisito de peso mínimo (geralmente 2 kg) em alguns protocolos, mas a tendência é vacinar o mais cedo possível. A vacina contra Hepatite B também é administrada ao nascer, independentemente do peso, se a mãe for HBsAg positiva, ou após atingir 2 kg se a mãe for negativa. O principal ponto de atenção para prematuros internados, especialmente em UTI neonatal e com condições como sépsis, é a contraindicação de vacinas de vírus vivos atenuados. Vacinas de vírus vivos, como a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e a varicela, são geralmente adiadas para prematuros hospitalizados ou imunocomprometidos devido ao risco de replicação viral e doença. A sépsis neonatal é uma condição que compromete a resposta imune e aumenta o risco de eventos adversos pós-vacinação. Portanto, a vacinação deve ser cuidadosamente avaliada pela equipe médica, priorizando as vacinas inativadas e adiando as de vírus vivos até a estabilização clínica e alta hospitalar, se houver imunocomprometimento.
A idade cronológica (idade desde o nascimento) deve ser considerada para a maioria das vacinas em prematuros, não a idade corrigida. Isso garante a proteção precoce contra doenças infecciosas.
Vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e a varicela, são geralmente contraindicadas para prematuros hospitalizados, especialmente se estiverem imunocomprometidos ou com sépsis.
Para a maioria das vacinas, o peso ao nascer não é um fator limitante. No entanto, a primeira dose da vacina BCG e da Hepatite B pode ter recomendações específicas de peso em alguns protocolos, mas a tendência é vacinar o mais cedo possível.
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