Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Menino, 2 meses de idade, nascido de parto normal prematuro, agora com peso de 2230 g, permanece internado em unidade neonatal para tratamento de toxoplasmose congênita, com apresentação sistêmica e acometimento ocular. Ao nascimento, recebeu vacina contra hepatite B, e a equipe de vacinação comparece à Unidade para dar continuidade à imunização. O menino deve receber as seguintes vacinas:
Prematuros: vacinação conforme idade cronológica, exceto BCG e Hepatite B (peso > 2kg). Rotavírus contraindicado se internado.
Prematuros devem seguir o calendário vacinal da idade cronológica, com algumas ressalvas. BCG e 1ª dose de Hepatite B são dadas com peso > 2kg. A vacina Rotavírus é contraindicada para crianças internadas ou com imunodeficiência, o que pode ser o caso em toxoplasmose congênita sistêmica.
A vacinação de prematuros é um tópico de grande importância na pediatria, pois esses bebês são mais vulneráveis a infecções e podem ter uma resposta imune menos robusta. Em geral, o calendário vacinal para prematuros segue a idade cronológica, ou seja, a idade desde o nascimento, e não a idade corrigida. No entanto, existem algumas particularidades que devem ser observadas para garantir a segurança e eficácia das vacinas. As vacinas BCG e a primeira dose da Hepatite B são exceções à regra da idade cronológica, sendo recomendadas apenas quando o prematuro atinge um peso mínimo de 2 kg. Para a Hepatite B, se a mãe for HBsAg positiva, a vacina e a imunoglobulina devem ser administradas independentemente do peso. A vacina Rotavírus, embora importante, possui contraindicações específicas para prematuros, especialmente se ainda estiverem internados ou apresentarem condições que comprometam a imunidade, como a toxoplasmose congênita sistêmica, devido ao risco de eventos adversos ou falha vacinal. No caso de um prematuro com toxoplasmose congênita sistêmica e acometimento ocular, a avaliação do estado imunológico é crucial. A maioria das vacinas inativadas pode ser administrada, mas as vacinas vivas atenuadas, como BCG e Rotavírus, exigem cautela. A decisão de vacinar deve considerar o risco-benefício individual, o estado clínico do paciente e as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e sociedades médicas. Este conhecimento é fundamental para a prática pediátrica e para as provas de residência.
A vacina BCG é recomendada para prematuros com peso igual ou superior a 2 kg. Se o peso for inferior, a vacinação deve ser adiada até que atinja esse peso.
Não, a vacina Rotavírus é contraindicada para prematuros que ainda estão internados ou que apresentam condições que possam comprometer a imunidade, como a toxoplasmose congênita com apresentação sistêmica.
A primeira dose da vacina Hepatite B deve ser administrada ao nascer se o peso for > 2kg. Se < 2kg, adiar até atingir esse peso ou 30 dias de vida, e considerar 4 doses no total.
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