AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Os pacientes que serão submetidos à esplenectomia eletiva devem ser vacinados, previamente à cirurgia, com as seguintes vacinas:
Esplenectomia eletiva → vacinar contra Pneumococo, Haemophilus tipo B e Meningococo (bactérias encapsuladas).
Pacientes submetidos à esplenectomia eletiva perdem a capacidade de combater eficazmente bactérias encapsuladas. Por isso, a vacinação pré-operatória contra Pneumococo, Haemophilus influenzae tipo B e Meningococo é essencial para prevenir infecções graves.
A esplenectomia, seja por trauma, doenças hematológicas ou outras indicações, resulta em asplenia funcional ou anatômica, uma condição que aumenta significativamente o risco de infecções graves e fulminantes, especialmente por bactérias encapsuladas. A Síndrome da Sepse Fulminante Pós-Esplenectomia (SSFP) é uma complicação rara, mas com alta mortalidade, tornando a prevenção um pilar fundamental no manejo desses pacientes. O baço desempenha um papel crucial na imunidade, filtrando microrganismos do sangue e produzindo anticorpos, especialmente contra bactérias encapsuladas. A ausência do baço compromete a opsonização e a depuração desses patógenos. Por isso, a vacinação é a principal estratégia preventiva. As vacinas essenciais incluem a vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica), a vacina contra Haemophilus influenzae tipo B (Hib) e a vacina meningocócica (conjugada e, se disponível, contra o sorogrupo B). A administração dessas vacinas deve ser feita idealmente 2 a 4 semanas antes de uma esplenectomia eletiva para garantir tempo para a resposta imune. Além da vacinação, a profilaxia antibiótica contínua em alguns casos e a educação do paciente sobre os sinais de infecção e a necessidade de procurar atendimento médico imediato são componentes importantes do cuidado a longo prazo de pacientes asplênicos.
A esplenectomia remove o baço, um órgão vital na defesa contra bactérias encapsuladas. A vacinação pré-operatória é crucial para induzir imunidade e proteger o paciente contra infecções graves e potencialmente fatais por esses patógenos.
As principais bactérias encapsuladas que representam risco para pacientes asplênicos são Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae tipo B e Neisseria meningitidis (meningococo).
Idealmente, as vacinas devem ser administradas pelo menos 2 semanas antes da esplenectomia eletiva para permitir tempo suficiente para o desenvolvimento de uma resposta imune protetora. Se não for possível, devem ser administradas o mais rápido possível no pós-operatório.
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