HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Paciente feminina, 45 anos de idade, vítima de trauma abdominal por colisão moto versus árvore, foi submetida a esplenectomia e está em programação de alta hospitalar. Qual das seguintes vacinas é mais importante de ser administrada antes da alta?
Esplenectomia → Risco ↑ infecção por encapsulados → Vacina pneumocócica essencial pré-alta.
Pacientes submetidos a esplenectomia perdem a função de filtração e produção de anticorpos do baço, tornando-os altamente suscetíveis a infecções graves por bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae. A vacinação antes da alta é crucial para conferir proteção.
A esplenectomia, remoção cirúrgica do baço, é um procedimento comum em casos de trauma abdominal grave, doenças hematológicas ou outras condições. No entanto, a asplenia funcional ou cirúrgica acarreta um risco significativamente aumentado de infecções graves e fulminantes, especialmente por bactérias encapsuladas. A compreensão desse risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais na prática médica. A fisiopatologia do risco infeccioso reside na perda das funções imunológicas do baço, que incluem a filtração de microrganismos do sangue, a produção de opsoninas (como a properdina e tuftsina) e a síntese de anticorpos contra antígenos polissacarídicos. Sem o baço, o paciente fica vulnerável a sepse por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis. O diagnóstico do estado de asplenia é clínico, e a suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de esplenectomia. O tratamento e a prevenção focam na vacinação e profilaxia antibiótica. A vacinação contra pneumococo, meningococo e Hib é a medida mais importante, devendo ser iniciada antes da alta hospitalar em casos de esplenectomia de emergência, ou idealmente 2 semanas antes em cirurgias eletivas. A profilaxia antibiótica contínua com penicilina oral pode ser considerada, especialmente em crianças e por um período após a cirurgia, para reduzir ainda mais o risco de infecções.
Os principais riscos são infecções por bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b, devido à perda da função imune do baço.
Idealmente, as vacinas devem ser administradas 14 dias antes da esplenectomia eletiva. Em casos de esplenectomia de emergência, devem ser aplicadas o mais rápido possível após a cirurgia, preferencialmente antes da alta hospitalar.
Além da vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica), são recomendadas as vacinas contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e meningocócica (conjugada ACWY e B).
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