Vacinação Poliomielite PNI: Esquema Atual e Importância

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Embora o último caso confirmado de poliomielite por poliovírus selvagem nas Américas tenha ocorrido em 1991, a ameaça continua. Apesar dos esforços para sua erradicação, em alguns países asiáticos, ainda existem crianças com paralisia permanente por este vírus.Devido ao seu risco de importação, o principal fator de risco para que crianças menores de 5 anos adquiram a doença é a baixa cobertura vacinal. Escolha a afirmativa correta sobre a vacinação contra a Poliomielite através do Programa Nacional de Imunizações do Brasil.

Alternativas

  1. A) a vacinação básica é feita com 3 doses de VIP (Vacina Inativada contra a Poliomielite) no primeiro ano de vida e 2 doses de reforço com a VOP (Vacina Oral contra a Poliomielite) aos 15 meses e aos 4 anos
  2. B) a vacinação básica é feita com 3 doses de VOP (Vacina Oral contra a Poliomielite) no primeiro ano de vida e 2 doses de reforço com a VIP (Vacina Inativada contra a Poliomielite) aos 15 meses e aos 4 anos
  3. C) a vacinação básica é feita com 3 doses de VIP (Vacina Inativada contra a Poliomielite) no primeiro ano de vida e 2 doses de reforço também com a VIP aos 15 meses e aos 4 anos
  4. D) a vacinação básica é feita com 3 doses de VOP (Vacina Oral contra a Poliomielite) no primeiro ano de vida e 2 doses de reforço também com a VOP aos 15 meses e aos 4 anos

Pérola Clínica

PNI Poliomielite: 3 doses VIP (<1 ano) + 2 reforços VOP (15m, 4a).

Resumo-Chave

O esquema vacinal atual do PNI para poliomielite combina VIP e VOP para maximizar a proteção individual e coletiva. A VIP, por ser inativada, não causa paralisia associada à vacina, enquanto a VOP, oral e atenuada, induz imunidade intestinal e é crucial para a erradicação por interromper a transmissão.

Contexto Educacional

A poliomielite, causada pelo poliovírus, é uma doença infecciosa grave que pode levar à paralisia permanente. Embora as Américas estejam livres do poliovírus selvagem desde 1991, a ameaça de reintrodução persiste devido à circulação viral em outras partes do mundo e à baixa cobertura vacinal em algumas regiões. A vacinação é a principal estratégia de prevenção e erradicação. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil adota um esquema vacinal combinado para a poliomielite. As primeiras três doses, administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida, são realizadas com a Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP), que é injetável e oferece segurança por não conter vírus vivos. Posteriormente, são aplicadas duas doses de reforço, aos 15 meses e aos 4 anos, com a Vacina Oral contra a Poliomielite (VOP), que é crucial para induzir imunidade intestinal e de rebanho, contribuindo significativamente para a interrupção da transmissão viral. A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para proteger a população brasileira contra a poliomielite. A VIP protege o indivíduo contra a doença paralítica, enquanto a VOP, ao induzir imunidade na mucosa intestinal, impede a replicação e excreção do vírus, sendo essencial para a erradicação global. Residentes devem estar cientes do esquema atual e da importância de orientar a população sobre a vacinação completa.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema vacinal atual da poliomielite no PNI?

O esquema atual do PNI para poliomielite consiste em 3 doses da Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP) no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses) e 2 doses de reforço com a Vacina Oral contra a Poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Qual a diferença entre a vacina VIP e VOP?

A VIP (Vacina Inativada contra a Poliomielite) é injetável, contém vírus inativados e não causa paralisia associada à vacina, induzindo imunidade sistêmica. A VOP (Vacina Oral contra a Poliomielite) é oral, contém vírus atenuados, induz imunidade intestinal e é fundamental para a imunidade de rebanho e erradicação.

Por que a vacinação contra poliomielite ainda é crucial no Brasil?

Apesar de o Brasil estar livre do poliovírus selvagem desde 1991, a vacinação é crucial devido ao risco de importação do vírus de países onde ainda circula. A baixa cobertura vacinal aumenta a suscetibilidade da população e o risco de reintrodução da doença.

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