USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Lactente de 45 dias de vida, previamente hígida, está em consulta de rotina na UBS. Não apresenta queixas e está em aleitamento materno exclusivo. Recebeu BCG e Hepatite B ao nascimento. A mãe solicita ao médico prescrição de ibuprofeno, para que seja administrado horas antes da filha receber as vacinas dos 2 meses, com o objetivo de evitar febre. Quanto à solicitação de medicação para profilaxia de febre pré-administração das vacinas dos 2 meses, o médico deverá
Não se recomenda antitérmico profilático pré-vacinação em lactentes devido à possível redução da resposta imune.
O uso profilático de antitérmicos antes da vacinação em lactentes não é recomendado, pois estudos sugerem que pode atenuar a resposta imune às vacinas, diminuindo a produção de anticorpos. A febre pós-vacinal geralmente é leve e autolimitada.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, protegendo lactentes e crianças contra diversas doenças infecciosas graves. As vacinas dos 2 meses, que incluem a pentavalente (DTP/Hib/HepB), VIP (poliomielite inativada) e pneumocócica 10-valente, são cruciais para o desenvolvimento da imunidade. É comum que pais e cuidadores se preocupem com reações pós-vacinais, como febre e dor, buscando formas de preveni-las. No entanto, as diretrizes atuais, tanto nacionais quanto internacionais, desencorajam o uso profilático de antitérmicos (como paracetamol ou ibuprofeno) antes da administração das vacinas. Essa recomendação baseia-se em evidências de que a administração prévia de antitérmicos pode atenuar a resposta imune à vacina, resultando em níveis mais baixos de anticorpos e, potencialmente, em uma proteção menos eficaz contra a doença. A febre e o desconforto pós-vacinal são geralmente leves e autolimitados, fazendo parte da resposta inflamatória normal do organismo à vacina. Caso a criança apresente febre ou dor após a vacinação, o antitérmico pode ser administrado de forma terapêutica, conforme a necessidade e orientação médica, mas não como medida preventiva. O foco deve ser na educação dos pais sobre a importância da vacinação e na tranquilização quanto às reações esperadas.
Estudos demonstraram que a administração profilática de antitérmicos, como paracetamol e ibuprofeno, antes da vacinação pode reduzir a resposta imune e a produção de anticorpos, comprometendo a eficácia da vacina.
Em caso de febre ou dor após a vacinação, os antitérmicos podem ser administrados conforme a necessidade, mas não de forma profilática. Compressas frias no local da aplicação também podem aliviar o desconforto.
As reações mais comuns incluem febre baixa, dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, irritabilidade e sonolência. Essas reações são geralmente leves e transitórias.
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