Vacinação em Cardiopatas Crônicos: Guia SBIm para Residentes

HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

De acordo com o Calendário de Vacinação para Pacientes Especiais, elaborado pela Sociedade Brasileira de Imunizações, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) A vacina pólio oral (VOP está indicada para contactantes de pessoas vivendo com HIV, com o intuito de proteção indireta aos indivíduos imunocomprometidos.
  2. B) Em esquemas mistos de vacinas pneumocócicas em indivíduos com asplenia funcional, deve-se iniciar pela aplicação da vacina polissacáride, seguida pela vacina conjugada, respeitando-se o intervalo mínimo de dois meses entre elas.
  3. C) A Vacina pneumocócica está indicada em indivíduos cardiopatas crônicos, estando disponível em suas versões polissacáride e conjugada.
  4. D) Em vigência de imunossupressão, as vacinas vivas atenuadas estão contraindicadas: BCG, rotavírus, febre amarela, hepatite B, tríplice viral (SCR, varicela, dengue).

Pérola Clínica

Cardiopatas crônicos → vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica) indicada para proteção.

Resumo-Chave

O calendário de vacinação para pacientes especiais da SBIm detalha as indicações e contraindicações para grupos específicos. Pacientes com cardiopatias crônicas têm indicação para vacinação pneumocócica, utilizando tanto a vacina conjugada (PCV13) quanto a polissacarídica (PPSV23), para garantir uma proteção abrangente contra doenças invasivas por pneumococo.

Contexto Educacional

O Calendário de Vacinação para Pacientes Especiais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) é um guia fundamental para profissionais de saúde, pois aborda as particularidades da imunização em indivíduos com condições clínicas que alteram a resposta imune ou aumentam o risco de infecções. A vacinação nesses grupos é crucial para prevenir morbidade e mortalidade, mas exige conhecimento das indicações, contraindicações e esquemas específicos. Pacientes com cardiopatias crônicas, por exemplo, são considerados de alto risco para infecções respiratórias, incluindo as causadas por Streptococcus pneumoniae. Por isso, a vacina pneumocócica é fortemente indicada para eles, geralmente em um esquema que combina a vacina conjugada (PCV13) e a polissacarídica (PPSV23), para maximizar a proteção contra diferentes sorotipos. A ordem e o intervalo entre as doses são importantes e devem seguir as recomendações da SBIm. É vital diferenciar as vacinas vivas atenuadas das inativadas, pois as primeiras são geralmente contraindicadas em estados de imunossupressão grave devido ao risco de doença disseminada pelo agente vacinal. Exemplos incluem BCG, rotavírus, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), varicela e dengue. No entanto, o grau de imunossupressão e o risco-benefício devem ser avaliados individualmente. A vacina pólio oral (VOP), por ser viva atenuada, também tem restrições em contactantes de imunocomprometidos, preferindo-se a vacina pólio inativada (VIP) para evitar a transmissão do vírus vacinal.

Perguntas Frequentes

Por que a vacina pneumocócica é indicada para cardiopatas crônicos?

Cardiopatas crônicos são considerados um grupo de risco para doenças invasivas por pneumococo, como pneumonia, meningite e bacteremia, devido à sua condição de base que pode comprometer a resposta imune ou a capacidade de recuperação. A vacinação ajuda a prevenir essas infecções graves e suas complicações.

Quais são as vacinas pneumocócicas disponíveis e como são usadas em pacientes especiais?

As vacinas pneumocócicas disponíveis são a conjugada (PCV13) e a polissacarídica (PPSV23). Em pacientes especiais, como cardiopatas crônicos ou asplênicos, é comum a recomendação de um esquema sequencial, iniciando com a PCV13 e, após um intervalo mínimo, administrando a PPSV23, para induzir uma resposta imune mais robusta e duradoura.

Quais vacinas vivas atenuadas são contraindicadas em imunossupressão e por quê?

Vacinas vivas atenuadas como BCG, rotavírus, febre amarela, tríplice viral (SCR), varicela e dengue são contraindicadas em vigência de imunossupressão grave. Isso ocorre porque o sistema imune comprometido pode não conseguir controlar a replicação do vírus ou bactéria atenuada, levando à doença clínica em vez de imunização.

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