IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2017
Homem de 67 anos é encaminhado para reabilitação após ser internado por uma fratura de quadril à direita. Durante hospitalização, foi diagnosticado com mieloma múltiplo e iniciado tratamento quimioterápico. Não possui outras condições médicas relevantes. Recentemente, fez PPD negativo. História prévia de vacinação: influenza, recentemente, e vacina anti-pneumocócica 23 valente há 2 anos. O melhor esquema vacinal recomendado para esse paciente, nesse momento, é:
Mieloma Múltiplo + quimioterapia → PCV13 (Pneumocócica Conjugada 13 valente) é prioritária para imunocomprometidos.
Pacientes com mieloma múltiplo em quimioterapia são imunocomprometidos e têm alto risco de infecções pneumocócicas. A vacina PCV13 deve ser administrada primeiro, seguida pela PPV23 após 8 semanas, mesmo que já tenha recebido PPV23 anteriormente.
A vacinação em pacientes com mieloma múltiplo é um pilar fundamental na prevenção de infecções, que são uma das principais causas de morbidade e mortalidade nessa população. O mieloma múltiplo, por si só, já causa disfunção imune, e a quimioterapia intensifica essa imunossupressão, tornando-os altamente suscetíveis a patógenos oportunistas, especialmente bactérias encapsuladas como o Streptococcus pneumoniae. A compreensão do calendário vacinal adequado é crucial para a prática clínica e para a segurança do paciente. A fisiopatologia do mieloma múltiplo envolve a proliferação de plasmócitos anormais na medula óssea, levando à produção de imunoglobulinas monoclonais disfuncionais e supressão da imunidade humoral normal. Isso resulta em hipogamaglobulinemia e comprometimento da resposta a antígenos polissacarídicos, essenciais para a proteção contra pneumococos. A vacina PCV13 (conjugada) induz uma resposta T-dependente, gerando memória imunológica e sendo mais eficaz em imunocomprometidos do que a PPV23 (polissacarídica), que induz uma resposta T-independente. Portanto, a PCV13 deve ser a primeira vacina pneumocócica administrada. O tratamento quimioterápico agrava ainda mais a imunossupressão, exigindo atenção redobrada ao esquema vacinal. Após a PCV13, a PPV23 deve ser administrada para ampliar a cobertura de sorotipos. Vacinas de vírus vivos, como SCR e Herpes Zoster, são geralmente contraindicadas durante a quimioterapia e por um período após, devido ao risco de infecção. A vacina contra influenza é anualmente recomendada. Dominar essas diretrizes é essencial para residentes, garantindo a melhor proteção e manejo desses pacientes complexos.
A PCV13 é crucial para pacientes com mieloma múltiplo devido ao seu estado de imunocomprometimento, oferecendo uma resposta imune mais robusta e duradoura contra sorotipos pneumocócicos comuns, especialmente em comparação com a PPV23.
Em adultos imunocomprometidos, a sequência recomendada é iniciar com a PCV13, seguida pela PPV23 após um intervalo mínimo de 8 semanas. Se a PPV23 já foi administrada, a PCV13 deve ser dada 1 ano após a PPV23.
Vacinas de vírus vivos atenuados, como SCR (Sarampo, Caxumba, Rubéola) e Herpes Zoster, são geralmente contraindicadas em pacientes imunocomprometidos devido ao risco de infecção disseminada pelo vírus vacinal.
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